Fernando Batista de Melo é procurado pelas forças de segurança após matar o pequeno Manoel Neto; motivação estaria ligada a conflito com a ex-companheira
As forças de segurança do Amazonas intensificam, nesta sexta-feira (23/01), as buscas por Fernando Batista de Melo, de 48 anos, principal suspeito de assassinar o próprio filho, Manoel Franco de Melo Neto, de apenas 3 anos. O crime, marcado por “brutalidade extrema”, ocorreu na tarde de ontem (22/01), em uma residência na rua São Marçal, bairro Cidade de Deus, zona Norte de Manaus. A criança foi encontrada morta no banheiro da casa pelo avô paterno, apresentando diversos ferimentos causados por arma branca.
Ameaças gravadas em vídeo
Segundo as investigações coordenadas pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), o crime teria sido motivado por uma disputa financeira entre Fernando e sua ex-companheira envolvendo a venda de um terreno. Imagens que circulam nas redes sociais mostram o suspeito armado com uma faca, ameaçando a mãe da criança momentos antes do homicídio. No registro, Fernando intimida a mulher enquanto questiona sobre os valores da propriedade.
Dinâmica da crueldade – Relatos colhidos pelo delegado Fábio Silva indicam que, após a discussão, Fernando teria levado o filho para o banheiro. Testemunhas afirmam que a criança foi jogada contra a parede antes de ser atacada com golpes de faca. Após o ato, o suspeito fugiu em uma motocicleta. O veículo foi localizado abandonado nas imediações do Parque Mosaico, na zona oeste, área que agora concentra as diligências policiais, incluindo o uso de helicópteros e equipes em áreas de mata.
Dados alarmantes de violência infantil – O caso traz à tona estatísticas sombrias sobre a segurança na primeira infância. Dados da Agência de Notícias dos Direitos da Infância (ANDI) revelam que 84% dos casos de violência contra crianças de até seis anos no Brasil ocorrem dentro do ambiente familiar. O levantamento aponta que o domicílio, que deveria ser um local de proteção, é o principal cenário de agressões cometidas por pais, padrastos ou parentes próximos, evidenciando a extrema vulnerabilidade das vítimas.

Canais de Denúncia
A Polícia Civil solicita que qualquer informação sobre o paradeiro de Fernando Batista de Melo (natural de Belém-PA) seja repassada imediatamente aos números 190 ou pelo disque-denúncia 181. O sigilo é garantido. Uma coletiva de imprensa foi convocada para o Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) para atualizar os detalhes da operação de captura.
Laudo do ILM aponta asfixia mecânida
A declaração de óbito do pequeno Manoel Franco de Lima Neto, de 3 anos, revelou detalhes ainda mais chocantes sobre sua morte, ocorrida na última quinta-feira (22/01), no bairro Cidade de Deus. Ao contrário das informações preliminares divulgadas pelas autoridades, o laudo pericial confirmou que a criança foi vítima de asfixia mecânica. O pai, Fernando Batista de Melo, de 48 anos, teria matado o filho por estrangulamento, obstruindo o nariz e a boca da criança até a morte, em um ato classificado pela polícia como de motivação fútil.
O documento oficial esclarece que não foram encontrados vestígios de golpes de faca ou fraturas no crânio, hipóteses que haviam sido levantadas no momento do isolamento da área. O crime ocorreu no banheiro de uma quitinete na rua Santo Inácio. A mudança na causa da morte reforça a tese de crueldade deliberada, indicando que o agressor utilizou as próprias mãos para ceifar a vida do filho.
Vingança como motivação As investigações da Polícia Civil apontam que o crime foi uma represália brutal contra a ex-companheira de Fernando. Após uma separação recente e uma briga acalorada — parte dela registrada em vídeo —, o homem teria levado o menino ao banheiro com o objetivo de “vingar-se” da mãe através da vida da criança.
Buscas continuam Fernando Batista de Melo segue foragido. Após o infanticídio, ele abandonou o local em uma motocicleta, que já foi localizada pelas equipes de segurança. A polícia mantém o cerco em diversas zonas da capital e pede que a população colabore. O caso, que gerou forte comoção em Manaus, é tratado como prioridade máxima pela Secretaria de Segurança Pública.








