Rogério da Silva Luma, o “Rogerinho”, exercia a função de juiz principal no tribunal do crime; ele foi surpreendido em uma comunidade no bairro Tarumã com arsenal de armas
Em uma operação de inteligência e força bruta, a Polícia Militar do Amazonas capturou, na manhã desta quinta-feira (29/01), Rogério da Silva Luma, vulgo “Rogerinho” ou “Playboy”. Apontado como conselheiro permanente e “juiz principal” do tribunal do crime da facção Comando Vermelho (CV), ele estava foragido desde 2020. O criminoso, considerado de altíssima periculosidade, foi localizado em um sítio na comunidade Rei Davi, no bairro Tarumã, zona oeste de Manaus, onde vivia escondido para evitar o cumprimento de uma pena que soma quase 30 anos.
A função de Rogerinho dentro da organização criminosa era estratégica e sangrenta. De acordo com o major Aldivan, da 30ª Cicom, ele era o responsável por decretar sentenças e aplicar penas a quem descumprisse o código de conduta da facção. “Ele é quem decidia o destino daqueles que não seguiam as ordens do grupo. Sua captura representa um golpe direto no comando disciplinar da facção em várias áreas da cidade”, explicou o oficial.
Arsenal e prisão em flagrante
A prisão foi fruto de uma ação conjunta entre a 30ª Cicom, o Comando de Operações Especiais (COE) e o Batalhão de Policiamento Ambiental (BPAmb). No momento da abordagem, “Playboy” não teve chance de reação, mas estava fortemente armado.
Os policiais apreenderam com ele uma espingarda calibre 20 e uma pistola calibre .45. Além do flagrante por porte ilegal de arma, ele possuía dois mandados de prisão em aberto por tráfico de drogas e fuga do sistema prisional.
Histórico de ostentação e crimes
Esta não é a primeira vez que Rogerinho é alvo das autoridades. Em 2019, ele foi detido em um Audi A4 de luxo portando armas e entorpecentes. Em 2017, outra prisão revelou seu patrimônio, com a apreensão de um Ford Fusion em sua residência no bairro São José. Agora, com condenações que somam 28 anos de reclusão em regime fechado, o “juiz” do CV deve ser encaminhado novamente ao sistema prisional para o cumprimento rigoroso da pena.








