Calha do Rio Juruá é a mais atingida pela cheia implacável; Defesa Civil monitora outras oito cidades em estado de alerta para evitar isolamento e crise humanitária
A subida implacável dos rios amazônicos começa a desenhar um cenário de crise humanitária e logística no interior do estado. Segundo a atualização mais recente da Defesa Civil do Amazonas, quatro municípios já oficializaram o decreto de situação de emergência, enquanto outras oito cidades permanecem em estado de alerta, monitorando o nível das calhas que ameaçam transbordar a qualquer momento.
O mapa da emergência e a força do rio Juruá
O Rio Juruá é, até o momento, o principal eixo de preocupação das autoridades. Das quatro cidades em situação mais grave, três pertencem a esta calha. O município de Eirunepé, um dos pioneiros no decreto de emergência ainda em 10 de fevereiro (ao lado de Boca do Acre), registra atualmente a marca de 16,59 metros.
A lista de cidades em regime de exceção ganhou o reforço de Itamarati, no último dia 19, e agora de Jutaí, que passou a integrar o grupo nesta semana com o nível do rio atingindo 20,86 metros.
Níveis registrados nas zonas críticas:
- Carauari (Rio Juruá): 28,32 metros
- Jutaí (Rio Jutaí): 20,86 metros
- Itamarati (Rio Juruá): 20,70 metros
- Eirunepé (Rio Juruá): 16,59 metros
Cinturão de alerta: oito cidades em risco iminente
Enquanto o Juruá castiga o sudoeste do estado, a bacia do Rio Purus também dá sinais de saturação. As cidades de Canutama, Lábrea, Tapauá e Pauini estão oficialmente em estado de alerta, estágio que antecede a emergência e exige mobilização imediata de infraestrutura para possíveis remoções de famílias.
No Alto Solimões, o município de Juruá também entrou no radar de risco, somando-se a Envira, Guajará e Ipixuna (na calha do Juruá) como áreas de vigilância prioritária. O monitoramento contínuo busca antecipar o impacto do isolamento geográfico, comum nesta época do ano, garantindo que o socorro chegue antes que as águas interrompam totalmente o fluxo de serviços essenciais.








