Embarcação ‘Herdeiro de Deus’ transportava passageiros e veículos quando o impacto causou blecaute e inundação; empresa garante que todos foram resgatados em segurança.
O cenário de medo nas hidrovias do Amazonas ganhou um novo e dramático capítulo na noite desta terça-feira (17). O ferry boat da empresa Herdeiro de Deus Navegações, que realizava o trajeto entre Manaus e São Gabriel da Cachoeira (a 852 km da capital), colidiu violentamente contra um banco de pedras, causando o naufrágio parcial da estrutura e momentos de desespero para dezenas de passageiros.
Imagens registradas por celulares e compartilhadas em redes sociais revelam a gravidade do incidente. No breu da noite amazônica e com o sistema elétrico interrompido pelo impacto, os vídeos capturaram o esforço de homens e mulheres para entender a extensão dos danos enquanto a água começava a invadir o convés.
Manobra de emergência e submersão parcial
A embarcação transportava uma carga mista de passageiros, veículos e mercadorias. Após a colisão, a tripulação agiu rapidamente para conduzir o ferry boat até uma praia próxima, na tentativa de evitar que a estrutura submergisse totalmente em canal profundo.
Contudo, apesar da manobra de encalhe, a embarcação acabou afundando parcialmente após tentativas frustradas de retirar o peso da carga. Mesmo diante das cenas de pânico e da tensão visível nos registros, a boa notícia é que não houve registro de feridos ou desaparecidos até o momento.
Resgate e assistência
Em nota oficial publicada em seus canais de comunicação, a Herdeiro de Deus Navegações informou que “todas as providências foram tomadas para garantir o resgate seguro de todos os ocupantes”. A empresa mobilizou suporte logístico e a previsão é que os passageiros desembarquem em seu destino final, São Gabriel da Cachoeira, ainda na manhã desta quarta-feira (18).
Até o fechamento desta edição, a Marinha do Brasil e os órgãos de fiscalização naval ainda não haviam se pronunciado oficialmente sobre a abertura de Inquérito Administrativo sobre Fatos e Acidentes de Navegação (IAFN) para apurar se houve falha humana, imperícia ou se as condições de sinalização do trecho contribuíram para o acidente.








