Magistrado do STJ agiu por instinto ao conter homem que ameaçava abrir porta de emergência; nas redes sociais, o gesto heroico viralizou com o “Super-Ministro” de terno azul e gravata vermelha
O que deveria ser um voo de rotina entre Manaus e São Paulo transformou-se em um cenário de tensão e heroísmo inesperado há duas semanas. O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Mauro Campbell Marques, de 62 anos, precisou deixar de lado a liturgia do cargo para garantir a segurança de centenas de passageiros ao imobilizar um homem em pleno surto psicótico.
O incidente ocorreu quando a aeronave já se aproximava do destino final, após quase quatro horas de viagem. O passageiro, em visível desequilíbrio, começou a gritar e ameaçou abrir a porta de emergência para se lançar ao vazio, provocando pânico a bordo.
Ação decisiva
Trajando terno azul e gravata vermelha — cores que mais tarde alimentariam comparações com o Super-Homem na internet —, o ministro Campbell agiu com rapidez. Diante da dificuldade da tripulação em conter o homem, o magistrado aproximou-se por trás e aplicou uma manobra de imobilização, levantando o passageiro do chão para neutralizar a ameaça.
O homem foi levado de volta à poltrona e contido com presilhas plásticas até o pouso. Ao ser questionado sobre a habilidade física demonstrada, o ministro foi enfático ao descrever o momento como um ato de sobrevivência coletiva.
“Nunca lutei jiu-jitsu. Foi instintivo. O imobilizei pelos braços e o levantei do chão para levá-lo até a poltrona”, revelou Campbell ao jornal Estadão.
Humanidade e protocolo
A postura do ministro foi além da contenção física. Demonstrando preocupação ética e humana, Campbell determinou que sua assessoria localizasse os familiares do passageiro para que fossem informados sobre o ocorrido. Ao pousar, o homem, residente de Mogi das Cruzes (SP), foi entregue à Polícia Federal para receber o atendimento médico e jurídico necessário.
Nas redes sociais, o episódio rendeu uma onda de “memes” e elogios, com imagens geradas por Inteligência Artificial retratando o ministro como um super-herói. Para além das brincadeiras, o fato reforçou a imagem de um magistrado que, diante do perigo real, não hesitou em trocar a caneta pela ação direta em defesa da vida.








