Atual governador interino e presidente da ALE-AM encabeça composição com o ex-prefeito de Manaus como vice; registro busca transmitir estabilidade para o mandato tampão.
O cenário para a sucessão estadual no Amazonas começou a se definir oficialmente na manhã desta quarta-feira (15). O atual governador interino e presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM), Roberto Cidade (União Brasil), registrou sua candidatura para a eleição indireta ao Governo do Estado. A grande novidade da composição é a presença do ex-prefeito de Manaus e atual secretário, Serafim Corrêa (PSB), como candidato a vice-governador.
A aliança entre o grupo de Cidade e a legenda comandada por Serafim foi articulada para projetar uma imagem de estabilidade política e segurança administrativa durante o mandato tampão. Ao unir a força do Legislativo — hoje sob comando interino de Cidade — à experiência executiva e ao trânsito político de “Sarafa”, a chapa se apresenta como a solução de transição para o estado.
“O Serafim é preparado e vai me ajudar com sua experiência e lucidez dos seus 79 anos. Todas as vezes que precisei de apoio, ele me ajudou. Fico muito tranquilo com essa decisão”, declarou Roberto Cidade após o registro no protocolo do parlamento.
Trâmite e Prazos
O rito segue o edital estabelecido pela Casa Legislativa para a escolha do novo mandatário via voto dos deputados estaduais. Conforme as regras, o prazo limite para o registro de candidaturas encerra nesta quinta-feira (16), às 20h.
Até o momento, a chapa Cidade-Serafim é a única formalizada. Roberto Cidade, que assumiu o comando do Executivo por ser o presidente da ALE-AM, busca agora consolidar o apoio dos pares para garantir a permanência no cargo de forma definitiva até o fim do período previsto.
Próximos Passos
Com o protocolo aberto, a expectativa recai sobre possíveis movimentações de blocos de oposição ou partidos independentes que possam apresentar nomes de última hora. Caso não haja novos registros até o prazo final, a chapa de Cidade caminha para uma votação de consenso entre os parlamentares, reforçando a governabilidade no estado em um momento de transição.








