Jefferson Buhler Figliuolo, de 35 anos, teve a prisão em flagrante convertida em preventiva; magistrado destacou crueldade do ‘modus operandi’ e tentativa de evasão logo após o crime
A Justiça do Amazonas determinou, nessa quinta-feira (23), a conversão da prisão em flagrante para preventiva de Jefferson Buhler Figliuolo, de 35 anos. A decisão ocorre após o suspeito ser detido por agentes da Polícia Civil no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, momentos antes de embarcar para São Paulo, após o atropelamento e morte de um animal na zona Centro-Sul da capital.
O pedido pela manutenção da prisão partiu do promotor de Justiça Plantonista, Dr. Thiago de Melo Roberto Freite, durante a audiência de custódia, que ressaltou a gravidade da conduta e o risco de reiteração criminosa.
Ao analisar o caso na Vara de Garantias e Custódia, o juiz Ian Andrezzo Dutra acolheu o parecer ministerial, fundamentando que as medidas cautelares alternativas seriam insuficientes para o caso.
Em seu despacho, o magistrado converteu a prisão em flagrante em preventiva com base nos artigos 310, 312 e 313 do Código de Processo Penal. Dutra enfatizou que a medida é necessária para a “garantia da ordem pública”, considerando o modus operandi e a tentativa de evasão do distrito da culpa logo após o ocorrido.
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Dinâmica da prisão
A prisão foi o desfecho de uma rápida ação investigativa. Após o crime, ocorrido na tarde de quarta-feira (22), a equipe policial identificou o veículo envolvido e descobriu que o condutor possuía uma passagem aérea emitida para a mesma madrugada.
Agentes de plantão no aeroporto realizaram a abordagem no portão de embarque. De acordo com os autos, no momento da detenção, Jefferson teria confessado o ato aos policiais.
Em vídeos publicados nas redes sociais, pela deputada estadual Joana Darc (União), Jefferson confessa o crime e ainda afirmou que se pudesse, faria tudo de novo.
Diante da natureza da infração — maus-tratos com resultado de morte — e da tentativa de fuga, a autoridade policial não concedeu fiança na esfera administrativa, encaminhando o custodiado diretamente para a audiência de custódia.
O episódio que chocou moradores do conjunto Parque Shangrilá II, no bairro Parque 10 de Novembro, ocorreu quando um veículo modelo atropelou e matou uma cadela, ferindo outros cinco animais, na rua Adalto Uchôa.
Testemunhas relataram que o motorista não prestou socorro e deixou o local imediatamente. O caso foi denunciado pela assessoria da Secretaria de Proteção aos Animais (Sepet) do Amazonas, que acompanhou as diligências até a captura do suspeito no terminal aeroviário.
Pela legislação ambiental vigente, o crime de maus-tratos a cães e gatos prevê pena de reclusão de dois a cinco anos, aumentada em um terço em caso de morte do animal.








