Subprocurador-geral afirma que foco é recompor direitos fundamentais; famílias desabrigadas são levadas para hotéis após tragédia
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) iniciou, nesta terça-feira (12/05), uma força-tarefa no bairro do Jaguaré, zona oeste da capital, para dimensionar os impactos da explosão ocorrida na tarde de ontem. O incidente, provocado por um vazamento em uma tubulação de gás durante obras da Sabesp, resultou em uma morte e três feridos.
O subprocurador-geral Fausto Junqueira de Paula destacou que a prioridade imediata é a integridade física e a dignidade das pessoas atingidas. O MPSP mobilizou promotorias especializadas para atuar em diferentes frentes:
- Consumidor e Urbanismo: Para investigar as causas técnicas e a segurança da infraestrutura.
- Idoso e Infância: Para garantir proteção específica aos grupos mais vulneráveis entre os desabrigados.
Segundo Junqueira, ainda não há um prazo para a conclusão das investigações ou para a responsabilização jurídica das empresas envolvidas (Sabesp e Comgás).
Assistência às vítimas
As famílias que tiveram seus imóveis destruídos ou interditados pela Defesa Civil estão recebendo suporte emergencial:
- Auxílio Financeiro: Pagamento inicial de R$ 2 mil por família afetada.
- Alojamento: Sabesp e Comgás estão custeando a hospedagem das vítimas em hotéis.
- Suporte: Oferta de assistência médica e psicológica para lidar com o trauma do acidente.
Acidente
A explosão ocorreu na rua Doutor Benedito de Moraes Leme, por volta das 16h10 desta segunda-feira. De acordo com a Defesa Civil, a detonação aconteceu quando uma equipe da Sabesp realizava reparos na rede de saneamento e acabou atingindo a tubulação de gás liquefeito de petróleo (GLP) da Comgás.








