Suspeito de 26 anos usava discursos amorosos e pedia imagens íntimas à vítima; delegada Joyce Coelho apreendeu celular para perícia
Uma ação rápida da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) resultou na prisão em flagrante de um homem de 26 anos no município de Manacapuru (a 68 quilômetros de Manaus). O indivíduo, que atuava como obreiro na igreja frequentada pela família da vítima, é investigado pelos crimes de aliciamento de criança por meio de comunicação eletrônica e estupro de vulnerável.
A captura ocorreu na terça-feira (19/05), coordenada pela Delegacia Especializada de Polícia (DEP) de Manacapuru.
De acordo com a titular da DEP, delegada Joyce Coelho, a farsa começou a ruir quando a mãe de uma criança de 11 anos percebeu mudanças drásticas na rotina da filha. A menor passou a demonstrar um comportamento frequentemente agressiva, além de isolamento social e uso excessivo do aparelho celular.
Ao vistoriar o dispositivo da filha, a genitora encontrou conversas explícitas de cunho sexual em uma rede social e procurou imediatamente o distrito policial para formalizar a denúncia.

- Manipulação Emocional: “O autor utilizava declarações amorosas para envolver emocionalmente a criança, insinuando namoro e casamento. Encontramos mensagens dele solicitando imagens íntimas da menina e dizendo que o relacionamento dos dois deveria continuar em segredo por ser ‘um amor proibido’”, detalhou a delegada Joyce Coelho.
- O Encontro: A vítima confirmou aos investigadores que conheceu o obreiro durante um evento religioso da congregação.
Próximos passos
Durante o interrogatório formal na delegacia, o homem apresentou uma versão de desconhecimento para tentar se eximir da responsabilidade penal do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
A Linha de Investigação: O suspeito admitiu que mantinha contato frequente com a criança através das redes sociais, porém negou qualquer intenção de cunho amoroso e alegou que desconhecia a idade real da menina. A justificativa, no entanto, não evitou a lavratura do flagrante, uma vez que a vulnerabilidade é presumida por lei para menores de 14 anos.
O aparelho celular do obreiro foi formalmente apreendido e será encaminhado ao Instituto de Criminalística para a realização de uma perícia técnica aprofundada. O objetivo é recuperar mídias ocultas ou mensagens apagadas e verificar se o investigado utilizava a função religiosa para aliciar outras crianças do município. O homem passou por exames de corpo de delito e permanece trancafiado na carceragem local, aguardando a audiência de custódia onde o juiz decidirá pela conversão do flagrante em prisão preventiva.








