Mudança na banca destrava nomes de autoridades após Polícia Federal e PGR rejeitarem plano inicial que protegia aliados
Os bastidores da maior investigação financeira e corporativa do país entraram em ritmo de plantão e forte tensionamento institucional. Na última segunda-feira (01/06), a equipe de defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, participou de uma reunião de cúpula com integrantes da Polícia Federal (PF) e da Procuradoria-Geral da República (PGR) para apresentar uma versão reformulada e ampliada de sua proposta de delação premiada.
As movimentações jurídicas ganharam novos contornos na terça-feira (02/06), quando os advogados do executivo protocolaram um adendo emergencial ao documento entregue no dia anterior. De acordo com informações obtidas pela TV Globo, uma terceira rodada de negociações estava agendada para esta quarta-feira (03/06), mas acabou sendo cancelada de última hora. Os investigadores federais solicitaram o adiamento e pediram mais tempo de análise técnica para submeter o novo roteiro a cruzamentos de dados antes de chancelar o termo.
A engenharia do acordo de colaboração sofreu uma guinada após a Polícia Federal apontar que o banqueiro utilizava privilégios prisionais para blindar sua rede de influência política.
| Período de movimentação | Regime de prisão e instalação | Status da proposta de acordo | Valor de ressarcimento discutido |
| 18 de Março de 2026 | Penitenciária Federal de Brasília | Advogados manifestam interesse em delatar | Tratativas iniciais de confidencialidade |
| 19 de Março a Maio | Sala de Estado-Maior (Espaço ex-PR) | Pen drive com anexos entregue à PF | Proposta inicial de R$ 40 bilhões |
| Meados de Maio de 2026 | Cela Comum na Superintendência | Primeira versão rejeitada pela PF | Impasse na inclusão de autoridades |
| 22 de Maio de 2026 | Cela isolada de 6 metros quadrados | PGR mantém conversas e exige novo roteiro | Aceite de devolução de R$ 60 bilhões |
| Junho de 2026 | Regime restrito de visitas na PF | Adendos entregues e reunião cancelada | Validação de provas em andamento |
Troca de comando jurídico e
A mudança considerada mais “significativa” no comportamento do réu deveu-se à destituição do advogado José Luís de Oliveira Lima do comando de sua banca de defesa. Segundo autoridades de Brasília, a antiga assessoria adotava uma estratégia defensiva que blindava expressamente o Supremo Tribunal Federal (STF), desenhando anexos que evitavam citar magistrados para tentar garantir uma homologação rápida. Essa blindagem seletiva, contudo, alimentou o descontentamento e gerou um duro tensionamento institucional com o próprio ministro-relator do caso no STF, André Mendonça.
[A Nova Engenharia Estratégica do Réu]
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├──► Velha Linha: Defesa de Oliveira Lima blindava o STF e protegia aliados políticos
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├──► Ruptura: Rejeição da PF gera atrito com ministro André Mendonça e destituição da banca
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└──► Novo Prazo: Prazo limite fixado até 12 de junho para validação de anexos sem omissões
O Prazo Limite das Celas Especiais:
A quebra de braço com o Judiciário fixou uma data de vencimento para as regalias do banqueiro: o ministro André Mendonça determinou o dia 12 de junho como prazo regulamentar limite para que Vorcaro permaneça em instalações especiais da carceragem técnica, tempo concedido exclusivamente para que a nova banca possa estruturar a segunda versão da delação sem omissões, sob pena de transferência imediata para presídios comuns de segurança máxima.
A análise pericial nos dispositivos de comunicação do investigado mudou o patamar do inquérito. A PF apreendeu mais de oito celulares e a varredura inicial revelou que os crimes ultrapassam fraudes no balanço do Banco Master, alcançando corrupção ativa, formação de organização criminosa e o financiamento de uma milícia privada para espionar e atacar rivais de mercado.
A espinha dorsal das tratativas conduzidas pelo blog do Valdo Cruz no g1 aponta que o foco central do Ministério Público Federal está na devolução recorde de R$ 60 bilhões aos cofres públicos. Para obter o perdão judicial ou a redução da pena, a PGR exige que a nova proposta desmonte de vez o esquema de proteção ao círculo íntimo do banqueiro e apresente datas, contas no exterior e documentos que comprovem “atos de ofício” e facilidades concedidas por reguladores e autoridades públicas em favor da instituição financeira.








