Ofensiva realizada em parceria com o Ministério Público cumpre mandados de prisão e busca e apreensão na capital
A força-tarefa de combate às organizações criminosas que atuam na extração e escoamento de minérios no Amazonas desferiu mais um golpe na ala logística do crime organizado. Nesta terça-feira (09/06/2026), a Polícia Federal (PF), em atuação integrada com o Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM), deflagrou a Operação Piloto de Fuga em Manaus. A ofensiva é o mais novo desdobramento das investigações sobre o roubo de uma grande carga de ouro de origem clandestina, ocorrido em outubro de 2025 na capital.
A operação resultou na localização e prisão de mais um elemento-chave do esquema de receptação e apoio tático. Contra o investigado, que não teve a identidade revelada pela assessoria, foi cumprido um mandado de prisão preventiva expedido pela Vara Especializada em Crimes Contra a Organização Criminosa. Simultaneamente, equipes de agentes federais ganharam as ruas para cumprir quatro mandados de busca e apreensão em diferentes zonas residenciais da capital, recolhendo mídias digitais, documentos e dispositivos eletrônicos.
A ofensiva desta terça-feira aprofunda os achados da operação anterior, mirando na rede de fuga e na blindagem jurídica que protegia os líderes do bando de contrabandistas.
| Desdobramento policial | Data de deflagração na capital | Foco de investigação e alvos | Tipificação penal | Status operacional |
| Operação Auxílio Criminoso | 29 de maio de 2026 | Agentes públicos e lavagem | Usurpação de bens da União e fraude | Fase de análise de materiais apreendidos |
| Operação Piloto de Fuga | Terça-feira (09/06/2026) | Logística de fuga e receptores | Roubo majorado e associação criminosa | 01 preso e 04 buscas efetuadas |
| Caso de Origem | Outubro de 2025 | Assalto a comboio de ouro ilegal | Roubo com emprego de arma de fogo | Identificação de novos financiadores |
Conexão
A Operação Piloto de Fuga funciona como uma extensão direta das provas colhidas na Operação Auxílio Criminoso, deflagrada há menos de duas semanas, no dia 29 de maio. Naquela ocasião, as diligências da PF revelaram que o roubo do metal precioso não era um fato isolado, mas parte de uma engrenagem sofisticada que contava com a participação de agentes públicos infiltrados na estrutura estatal. Esses servidores atuavam facilitando o trânsito dos assaltantes e estruturando a ocultação do minério, que havia sido extraído de garimpos ilegais encravados no interior da floresta amazônica.
[A Linha do tempo das pperações da PF]
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├──► Outubro/2025: Megaassalto em Manaus intercepta carga milionária de ouro extraído de garimpo ilegal
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├──► Maio/2026: Operação Auxílio Criminoso atinge agentes públicos que davam suporte à quadrilha
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└──► Junho/2026: Operação Piloto de Fuga prende mais um integrante e cumpre 4 buscas na capital
Extensão penológica
O material coletado nos endereços vistoriados nesta manhã será submetido a perícia técnica nos laboratórios de informática da superintendência da PF. Conforme nota divulgada pela assessoria da instituição, o inquérito policial permanece aberto, e os envolvidos na organização criminosa transfronteiriça poderão responder em juízo pelos crimes de roubo majorado, associação criminosa, usurpação de patrimônio e bens da União e fraude processual, cujas penas somadas ultrapassam os 20 anos de reclusão.
A atuação conjunta com o Ministério Público Estadual fortalece a denúncia criminal, uma vez que o ouro roubado é considerado juridicamente um bem da União por sua origem de extração mineral não concedida pelo poder concedente. As forças de segurança buscam agora mapear os reais compradores do metal roubado em Manaus, rastreando notas fiscais frias e empresas de fachada que operam no mercado de joias e de Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários (DTVMs), com o objetivo de estancar o fluxo de capital que financia a destruição ambiental de terras protegidas na Amazônia.








