Atestado de óbito de Patrícia Almeida confirmou infecção disseminada; fezes de aves cercam caixas d’água de escola municipal
Pais e responsáveis por alunos da Escola Municipal Esmeralda Soares Neves, no bairro Tarumã, zona Norte de Manaus, denunciam as condições precárias da unidade de ensino após a morte da professora Patrícia Almeida, por suspeita de histoplasmose, doença associada à contaminação por fezes de pombos.
De acordo com denúncias nas redes sociais, a servidora foi afastada de suas funções e, durante o tratamento, houve a suspeita inicial de câncer. No entanto, o laudo médico apontou como causas da morte histoplasmose disseminada, aplasia de medula e septicemia.
A histoplasmose é uma infecção fúngica grave que pode causar aplasia de medula (comprometimento severo na produção de células sanguíneas), favorecendo a entrada de bactérias na corrente sanguínea e levando à septicemia, conhecida como “infecção generalizada“. Esses três quadros juntos indicam uma emergência médica de altíssima complexidade.
Os responsáveis afirmam que a escola enfrenta, há anos, problemas estruturais e de manutenção, além de uma grande infestação de pombos. Segundo eles, a presença constante das aves, bem como o acúmulo de fezes em salas, telhados, caixas d’água e aparelhos de ar-condicionado, representa um risco à saúde de alunos, professores e demais servidores.
“A professora Patrícia Almeida, da Escola Esmeralda Neves, perdeu a vida, e o atestado de óbito apontou histoplasmose disseminada, conhecida como doença do pombo. Há anos, pais, professores e funcionários convivem com uma escola tomada por pombos. Quantas vezes esse problema foi visto e nada foi resolvido?”, diz uma publicação nas redes sociais.

As imagens divulgadas nas redes sociais também mostram uma grande quantidade de pombos, além de fezes e penas espalhadas pelo local. Os registros ainda mostram o acúmulo de sujeira na parte superior do prédio, onde também estão instaladas as caixas d’água que abastecem a unidade de ensino.

A reportagem procurou a Secretaria Municipal de Educação de Manaus (SEMED) para solicitar um posicionamento sobre o caso. No entanto, até a publicação desta matéria, não havia recebido retorno. O espaço segue aberto para manifestação.








