Votação em sessão extraordinária atendeu a prazo judicial; oposição votou contra e criticou racha na Casa
A definição do comando administrativo e político do parlamento amazonense foi consolidada em votação extraordinária de bastidores na capital. O deputado estadual Adjuto Afonso (União Brasil) foi eleito presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) no pleito suplementar realizado na tarde desta quarta-feira (15/07).
O parlamentar, que já vinha respondendo interinamente pela chefia da Casa desde a ascensão de Roberto Cidade (União Brasil) ao cargo de governador, obteve 19 votos favoráveis para permanecer formalmente no comando da Mesa Diretora. O escrutínio ocorreu sob chapa única, sem o registro de outras candidaturas concorrentes ao cargo máximo da instituição.
Dissidência expõe racha no plenário
A unanimidade da votação foi quebrada pelas manifestações e votos contrários de parlamentares que integram partidos de oposição e alas independentes. Os cinco posicionamentos divergentes partiram do deputado Thiago Abrahim (MDB) e dos quatro representantes da bancada do Partido Social Democrático (PSD): Alessandra Campêlo, Mayra Dias, Rozenha e Wilker Barreto.
Os dissidentes criticaram duramente o processo que envolveu a sucessão do cargo de presidente. Em pronunciamentos, apontaram que a manutenção provisória do mandatário anterior havia sido costurada por meio de uma emenda do tipo “jabuti” em resolução legislativa de alteração regimental, além de sublinharem publicamente a existência de um racha político interno na composição de forças do plenário.
Determinação judicial acelerou votação no recesso
A realização do novo escrutínio atendeu a uma determinação expressa do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que acatou os termos de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) movida pelo partido Solidariedade contra as manobras regimentais aprovadas pelas bancadas aliadas no mês de junho.
Na decisão judicial, o magistrado estipulou o prazo improrrogável de cinco sessões plenárias para a realização da nova eleição suplementar, aplicando por analogia regras do regimento da Câmara dos Deputados para suprir as lacunas estruturais do regimento estadual.
A urgência da intimação do magistrado obrigou a convocação dos deputados em pleno período de recesso de meio de ano — que se iniciou em 1º de julho e tem retorno programado apenas para o início de agosto —, solucionando a vacância de forma definitiva antes da retomada oficial das atividades rotineiras do plenário.








