Depósito de R$ 18 milhões encerra dois dias de paralisação no transporte coletivo e expõe impasse sobre tarifa técnica
O encerramento oficial da greve dos rodoviários e o retorno da frota de ônibus às ruas da capital amazonense foram confirmados nesta quarta-feira (22/07).
A decisão ocorreu após a efetivação do depósito de R$ 18 milhões em conta bancária do setor patronal, repasse liberado pelo Executivo estadual.
A confirmação do crédito põe fim a dois dias inteiros de paradas e transtornos no sistema de deslocamento de passageiros na cidade.
Lideranças dos trabalhadores agradeceram o apoio da população ao movimento e destacaram que a mobilização visava garantir a quitação dos salários pendentes.
A origem do conflito remonta a seis meses de atrasos no repasse do subsídio público do passe livre estudantil para alunos da rede estadual.
A gestão estadual argumentou que o setor empresarial recusava o montante de R$ 18 milhões por exigir R$ 44 milhões, embasando o repasse em liminar da Justiça.
Paralelamente, a administração municipal confirmou a transferência de mais de R$ 280 milhões para cobrir as passagens de estudantes da rede da capital.
O prefeito Renato Júnior cobrou posicionamento do governador Roberto Cidade, culminando no anúncio do depósito pelo vice-governador Serafim Corrêa.
Impasse na tarifa e ameaça de novas paralisações
O nó central da disputa financeira reside no valor cobrado por cada bilhete no sistema de transporte.
Enquanto a catraca cobra R$ 5,00 do usuário comum, o custo operacional real varia de R$ 8,50 a R$ 9,30 por viagem.
As empresas cobram o valor da tarifa cheia, mas o Estado garantiu o direito legal de pagar apenas R$ 2,50 por estudante.
Entidades do setor pedem revisão logística dos custos, enquanto o governo ratifica que pagará estritamente a quantia determinada pela Justiça do Amazonas.
Diante da volatilidade dos repasses, o presidente sindical Givancir Oliveira alertou para o risco de novas greves se houver atrasos em 06 de agosto.








