Gesto de Lúcio Flávio, do PSD, expõe fragilidade de alianças partidárias no interior e fortalece a pré-candidatura do governador no rio Madeira
O mapa de alianças para a disputa ao Governo do Amazonas começou a ganhar contornos imprevisíveis com desafios diretos às orientações partidárias firmadas nas convenções. Em uma movimentação de bastidor que sacudiu a política interiorana, o prefeito de Manicoré, Lúcio Flávio do Rosário, tornou pública a sua adesão à campanha de reeleição do governador Roberto Cidade (União Brasil).
A decisão gera forte ruído na cena política pelo fato de Lúcio Flávio ser filiado ao PSD, legenda que oficializou a candidatura do senador Omar Aziz ao Poder Executivo. O movimento expõe que o alinhamento das siglas em Manaus nem sempre encontra ressonância no interior, onde os prefeitos tendem a priorizar parcerias administrativas e arranjos locais em detrimento das determinações das executivas estaduais.
A adesão representa um trunfo estratégico para o projeto de Cidade devido à relevância geopolítica do município. Com 33,8 mil eleitores aptos a votar, Manicoré ostenta o segundo maior colégio eleitoral da calha do rio Madeira, fatia tida como decisiva por articuladores políticos para a construção de uma votação competitiva rumo ao Palácio da Compensa.
O anúncio oficial da parceria ocorreu por meio de vídeo publicado em plataformas digitais, no qual o gestor do município aparece ao lado do chefe do Executivo estadual formalizando o compromisso de caminhar com a chapa governista na calha do Madeira.
“Governador, nós estamos trazendo a notícia boa para o senhor. Manicoré politicamente vai acompanhar, vai caminhar com o senhor para que a gente possa fazer um bom trabalho para o nosso município e para o nosso estado”, garantiu Lúcio Flávio do Rosário, prefeito de Manicoré.
O caso de Manicoré acende o sinal de alerta entre os coordenadores de campanha das principais legendas, indicando que o encerramento das convenções partidárias não é certeza do engessamento dos palanques. Nos bastidores do estado, a corrida pela cooptação de lideranças municipais segue em ritmo acelerado e deve ditar a dinâmica da disputa pelas bases eleitorais ao longo das próximas semanas.








