Parentes de Ágatha Luna questionam medicação administrada e apontam falta de pediatras no SPA Joventina Dias
A família da pequena Ágatha Luna Rodrigues do Nascimento, de apenas 1 ano e 11 meses, cobra esclarecimentos oficiais da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) após a morte da criança no último sábado (05/09), em Manaus.
De acordo com os relatos do pai, Jonatan Eduardo, a menina começou a apresentar episódios febris persistentes e dores abdominais. Após dois atendimentos no Serviço de Pronto Atendimento (SPA) Joventina Dias, localizado no bairro Compensa, a paciente foi transferida para o Hospital e Pronto-Socorro da Criança Zona Oeste, onde foi intubada e sofreu uma parada cardiorrespiratória letal.
A principal queixa dos familiares envolve a conduta médica nas duas unidades e a falta de transparência sobre os diagnósticos e substâncias injetadas. Jonatan afirma que, durante a permanência no SPA Joventina Dias, profissionais teriam admitido a ausência de especialistas em pediatria para avaliar o quadro da criança, optando pela administração de soro e medicação antes do encaminhamento em ambulância ao pronto-socorro infantil.
Na unidade hospitalar da zona Oeste, a família alega não ter recebido boletins explicativos detalhados e relatou ter sido distratada e ameaçada por uma médica ao solicitar informações após a parada cardíaca da menina.
Em nota oficial assinada pelo secretário estadual de Saúde, Luis Alberto Saraiva, a pasta lamentou o óbito e informou que Ágatha deu entrada no pronto-socorro especializado em estado de extrema gravidade, apresentando síndrome de desconforto respiratório agudo e sinais de choque.
Segundo a SES-AM, as equipes de emergência adotaram manobras imediatas de reanimação, mas o quadro evoluiu rapidamente para sepse (infecção generalizada) e parada cardiorrespiratória. A secretaria confirmou que instaurou apuração nas instâncias competentes para esclarecer a linha de cuidado prestada à paciente.
“Ela ameaçou a mim, à minha mulher e à minha família. Fomos questionar o que haviam aplicado e ela falou: ‘Não tenho obrigação de dar resposta para vocês. A profissional aqui sou eu’”, desabafou o pai da criança, Jonatan Eduardo.








