Candidato à Presidência esteve na fábrica da Honda no PIM ao lado de Alberto Neto e prometeu apoio à Zona Franca
O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) cumpriu agenda eleitoral na manhã desta sexta-feira (11/09) em Manaus, onde visitou a planta fabril da Honda, no Distrito Industrial. Ao lado do deputado federal e candidato ao Senado Capitão Alberto Neto (PL), o presidenciável prometeu apoio irrestrito à Zona Franca de Manaus (ZFM), mas voltou a repetir uma informação falsa sobre o cenário econômico nacional.
Flávio declarou que mais de 300 empresas teriam deixado o Brasil rumo ao Paraguai durante a atual gestão federal devido à alta carga tributária e à burocracia.
A alegação do candidato replica desinformação desmentida por agências de checagem como a Aos Fatos. O levantamento da Câmara de Empresários Brasileiros no Paraguai (Cebras-PY) aponta que 318 empresas atuam no país vizinho sob a Lei de Maquila, mas o pico de aprovação de projetos brasileiros ocorreu entre 2016 e 2020 — períodos dos governos Michel Temer e Jair Bolsonaro.
Além disso, a entidade esclareceu que as companhias não “mudaram” do Brasil, mas sim abriram filiais industriais no exterior para usufruir do regime de Maquila, mantendo suas matrizes ativas em solo brasileiro.
Durante a coletiva, o candidato detalhou suas propostas para a ZFM, defendendo a diversificação do modelo com a instalação de data centers, uso de inteligência artificial e a criação de um polo regional de produção de fertilizantes para assegurar a soberania alimentar. Flávio prometeu também asfaltar rodovias de integração federal e estadual no Amazonas.
Questionado sobre a queda de sigilo das investigações do Banco Master, que revelaram o inquérito aberto pelo ministro André Mendonça (STF) para apurar lavagem de dinheiro no filme “Dark Horse”, o senador afirmou estar “tranquilo”, alegou que a apuração e as revelações da PF são “requentadas” e defendeu a transparência total dos autos.
“É muito importante que exista a ZFM, porque senão a saída acaba sendo para o Paraguai, como acontece hoje no atual governo. Disseram que perdemos 300 indústrias, mas eu vim aqui para me comprometer com a continuidade e trazer mais prosperidade”, declarou o candidato Flávio Bolsonaro.








