Cota do rio Solimões atingiu 10,48 metros após recuo acumulado de 8,64 metros desde o início da vazante
A régua de medição do rio Solimões em Manacapuru registrou uma queda acentuada de 1,34 metro em apenas sete dias, levando a cota atual do manancial para 10,48 metros. O nível do rio encontra-se quatro metros abaixo da profundidade aferida no mesmo período do ano passado, acelerando os impactos da estiagem nos municípios da calha do baixo Solimões. A retração acumulada desde o início do período de vazante, entre junho e julho, atinge 8,64 metros, dos quais mais de quatro metros foram perdidos somente ao longo das semanas de setembro.
A vazante em ritmo atípico alterou a rotina das comunidades ribeirinhas do interior. O avanço de bancos de areia e praias suspendeu o tráfego regular na região do Canaboca e nas margens do rio Manacapuru, gerando entraves para o transporte de cargas agrícolas e forçando o remanejamento do calendário escolar para evitar o isolamento de estudantes da zona rural.
O agravamento dos problemas de navegabilidade alcança municípios vizinhos na mesma calha hidrográfica. Em Anamã, o estreitamento do Paraná do Anamã impediu a acostagem de barcos de grande porte na sede municipal, exigindo a baldeação de passageiros por meio de flutuantes instalados na foz do canal. No município de Anori, o trecho raso do braço do rio Solimões limitou o tráfego a pequenas embarcações, afetando o reabastecimento de mercadorias.
Diante do quadro de vulnerabilidade logística e hídrica, a Prefeitura de Manacapuru decretou situação de emergência no município. A medida visa celeridade para que a Defesa Civil municipal e a Defesa Civil do Estado do Amazonas liberem recursos financeiros e insumos básicos, com foco na distribuição preventiva de água potável e cestas de alimentos para famílias rurais antes do bloqueio total dos canais fluviais.








