Operação mobilizou 250 policiais e cães farejadores para desarticular principal entreposto do tráfico
A Polícia Militar do Rio de Janeiro desferiu, na tarde desta terça-feira (7), o maior golpe logístico e financeiro contra o narcotráfico já registrado em solo fluminense. Em uma operação de precisão no Complexo da Maré, zona norte da capital, agentes localizaram cerca de 48 toneladas de maconha. O entorpecente estava armazenado em um bunker improvisado no terraço de uma fábrica na comunidade da Nova Holanda, local estrategicamente camuflado para não levantar suspeitas.
Inteligência e faro canino
A descoberta do depósito bilionário foi viabilizada pelo trabalho do Batalhão de Ações com Cães (BAC). Os animais treinados detectaram o odor da droga mesmo em ambiente isolado, guiando as equipes do Bope e do Choque até o esconderijo exato. A retirada do material exigiu um grande esforço: foram necessárias mais de cinco horas de trabalho e o uso de quatro caminhões de grande porte, realizando múltiplas viagens para esvaziar o local.
Além da montanha de entorpecentes, os policiais apreenderam um arsenal composto por quatro fuzis e quatro pistolas de alto calibre que faziam a segurança do perímetro. “A neutralização deste centro logístico é um golpe estrutural nas finanças das facções”, afirmou o comando da PM, destacando que o local funcionava como o principal distribuidor para diversas regiões do estado.
Cerco tático e segurança urbana
Para garantir o transporte da carga recorde, mais de 250 policiais militares montaram um cerco tático nas vias expressas que circundam a Maré. Unidades como o Recom e o Batalhão de Motociclistas (BTM) ocuparam acessos estratégicos para evitar barricadas ou represálias do crime organizado, mantendo o fluxo de veículos preservado durante a incursão.
A precisão da ação, coordenada pelo Comando de Operações Especiais (COE), permitiu que a apreensão ocorresse sem danos colaterais ou confrontos prolongados em área de alta densidade populacional. Todo o material foi encaminhado para perícia técnica e sua destruição exigirá uma logística especial junto aos órgãos ambientais e ao Judiciário, dada a magnitude inédita do volume apreendido.








