Capitão Carpê e Coronel Rosses apontam risco de morte para policiais em nova unidade próxima a presos comuns; Governo defende TAC
A transferência de policiais militares para a nova Unidade Prisional da Polícia Militar (UPPM/AM), localizada na rodovia BR-174, gerou um debate acalorado na Câmara Municipal de Manaus (CMM) nesta terça-feira (12/05). Parlamentares ligados às forças de segurança manifestaram forte preocupação com a localização da nova estrutura, situada em área extramuros do complexo penitenciário de presos comuns.
O Coronel Rosses (PL) e o Capitão Carpê (PL) lideraram as críticas na tribuna, focando em dois pontos principais:
- Segurança dos agentes: Carpê questionou a vulnerabilidade dos policiais em caso de rebeliões nos presídios vizinhos e o risco de confronto entre famílias de PMs e de criminosos comuns em dias de visita. “Quem garante que em uma rebelião os outros criminosos não pulam o muro e matem aquelas pessoas?”, indagou.
- Decisão udicial: Rosses argumentou que a competência para transferir presos é exclusiva do juiz da Vara de Execuções Penais, criticando a influência do Ministério Público (MPAM) no processo administrativo de remoção.
Fuga no Monte das Oliveiras
A decisão do Governo do Amazonas de ativar a nova UPPM ocorre após um episódio crítico: a fuga de 23 policiais militares da antiga custódia, no bairro Monte das Oliveiras. O incidente, que deixou o estado em alerta, expôs a fragilidade da unidade anterior e forçou a reorganização do sistema de custódia militar.
Segundo o Executivo Estadual, a transferência é uma medida administrativa respaldada por um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), a PMAM e o MPAM. O Ministério Público afirma que acompanha o processo para garantir a legalidade e o respeito às prerrogativas da classe militar.









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