Lideranças indígenas denunciam ameaças, rotas clandestinas e homens armados na faixa de fronteira com a Colômbia
A denúncia sobre a incursão de homens armados, supostamente vinculados a dissidências das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), colocou as tropas do Exército Brasileiro em estado de alerta e sob rigoroso monitoramento na Terra Indígena Alto Rio Negro, no extremo noroeste do estado do Amazonas.
O alerta foi emitido por lideranças locais que relatam clima de tensão, ameaças diretas a moradores, restrição do direito de ir e vir e a abertura de infraestruturas clandestinas na faixa de fronteira.
Em posicionamento oficial encaminhado ao Portal D24AM, a Força Armada informou que os alertas repassados pelas comunidades originárias foram escalonados aos canais superiores do comando e que a checagem das informações é ininterrupta. Para assegurar a soberania do espaço aéreo e fluvial no limite com o território colombiano, o 6º Pelotão Especial de Fronteira (6º PEF), baseado na comunidade de Pari-Cachoeira, intensificou as patrulhas periódicas de reconhecimento e fiscalização no perímetro sob sua jurisdição.
A instituição militar frisou que trabalha em regime de interoperabilidade e cooperação técnica com a Polícia Federal, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e demais agências estaduais de fiscalização. O objetivo da operação integrada é impedir a consolidação de rotas de narcotráfico e proteger as comunidades tradicionais da pressão exercida por grupos armados ilegais transnacionais.
“Dedica-se especial atenção a qualquer informação relacionada à presença de estrangeiros ou à atuação de grupos que possam representar ameaça à população residente na faixa de fronteira”, enfatizou o Exército em nota pública.
Ações do pelotão
As tropas do 6º PEF em Pari-Cachoeira realizam varreduras terrestres e fluviais para identificar pistas de pouso clandestinas, acampamentos e pontos de apoio logístico utilizados por narcoestruturas estrangeiras.
O Exército atua em estrito cumprimento da legislação para prestar apoio de proteção às populações vulneráveis em articulação com a Polícia Federal, respeitando as competências constitucionais de cada instituição na faixa de fronteira do Amazonas.








