Em Nova York, presidente destacou o CCPI-Amazônia como exemplo de integração de inteligência dos nove países da região
O Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia (CCPI-Amazônia), sediado em Manaus, foi apresentado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva como a principal ferramenta do Brasil no combate ao crime organizado transnacional durante a abertura da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, nesta terça-feira (22/09). Diante de líderes mundiais, a capital amazonense ganhou projeção global ao ser apontada pelo chefe do Executivo como o núcleo estratégico de integração e inteligência que reúne autoridades de segurança pública de todos os nove países da região amazônica.
Na tribuna da ONU, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a soberania brasileira e rejeitou intervenções externas na região. O chefe de Estado enfatizou que a proteção do território exige integração entre polícias e sistemas de Justiça, e não aparato militar estrangeiro na costa do país.
“Criamos em Manaus o Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia, reunindo autoridades de segurança pública dos nove países amazônicos. Não precisamos de porta-aviões vigiando nossas águas. Precisamos de cooperação para estancar o fluxo de armas e de dinheiro que abastecem o crime”, declarou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Inaugurado em setembro de 2025, o CCPI-Amazônia recebeu aporte de R$ 36,7 milhões do Fundo Amazônia e compõe a estrutura do Plano Amazônia: Segurança e Soberania (AMAS), iniciativa federal que destina R$ 318,5 milhões a ações de fiscalização e repressão na floresta. A escolha de Manaus como sede decorre da localização geográfica central da cidade, conforme diretriz traçada em 2023 durante reunião bilateral em Letícia, na Colômbia.
A estrutura já demonstra resultados operacionais na faixa de fronteira. Em agosto de 2026, a Polícia Federal articulou por meio do CCPI-Amazônia a Operação Pachamama, deflagrada na tríplice divisa entre Tabatinga e a localidade de Islândia, no Peru. A ação conjunta mobilizou a Polícia Nacional do Peru, a Força Nacional, a Polícia Militar do Estado do Amazonas, o Ibama e a Funai, focando na repressão a delitos ambientais e na garantia da integridade de territórios indígenas.








