Projeto de autoria do prefeito Renato Junior ingressa na CMM e destina cerca de 60% dos recursos para áreas essenciai
O Poder Executivo Municipal formalizou os parâmetros financeiros que regerão a administração de Manaus no próximo exercício financeiro. A Prefeitura de Manaus protocolou perante a Câmara Municipal de Manaus (CMM) o projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) referente ao ano de 2027, estimando a receita e fixando as despesas da capital em R$ 12.465.306.000,00.
O texto, assinado pelo prefeito Renato Junior (Avante), teve a leitura oficial realizada nesta segunda-feira (19/10), durante reunião ordinária em plenário, abrangendo de forma integrada os Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social.
Caminho regimental
Registrada sob o número oficial de Projeto de Lei nº 811/2026, a matéria foi despachada para a 2ª Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) da Casa Legislativa. Conforme os registros da sessão ordinária, a proposta iniciou a tramitação regimental sem discussões imediatas no plenário ou votação de mérito, aguardando a fixação do calendário de audiências públicas e prazos para apresentação de emendas pelos parlamentares.
Na mesma ordem do dia, o Parlamento Municipal recebeu o Projeto de Lei nº 812/2026, igualmente de autoria do Executivo, que altera os anexos do Plano Plurianual (PPA 2026-2029) para adequar as metas fiscais de longo prazo. A peça plurianual também foi remetida para apreciação técnica da CCJ.
DISTRIBUIÇÃO DAS VERBAS MUNICIPAIS NA LOA 2027
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│ Função Orçamentária │ Valor Previsto (R$) │ Percentual do Total │
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│ Educação │ R$ 3,18 bilhões │ 25,55% │
│ Saúde │ R$ 2,16 bilhões │ 17,31% │
│ Urbanismo │ R$ 2,14 bilhões │ 17,18% │
│ Demais Áreas e Reservas │ R$ 4,98 bilhões │ 39,96% │
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Funções essenciais concentram 60% da receita
De acordo com a mensagem encaminhada pelo prefeito Renato Junior, a distribuição de recursos prioriza três eixos fundamentais: Educação, Saúde e Urbanismo. Somadas, essas pastas concentram R$ 7,48 bilhões — montante equivalente a aproximadamente 60% de todo o orçamento previsto para a capital amazonense em 2027.
A área de Educação receberá o maior aporte isolado, com a cotação de R$ 3,18 bilhões (25,55% do total geral). A programação financeira do setor corresponde a 26,09% da base de impostos e transferências constitucionais, índice que supera a exigência mínima de 25% fixada pela Constituição Federal. Para a Saúde, o projeto destina R$ 2,16 bilhões (17,31%), o que representa 18,99% da base tributária vinculada, ficando acima do patamar constitucional obrigatório de 15%. A pasta de Urbanismo contará com R$ 2,14 bilhões (17,18%).
Operações de crédito e gastos com pessoal
A composição da receita municipal projeta R$ 10,91 bilhões em receitas correntes. Desse montante, R$ 3,29 bilhões são oriundos do recolhimento de impostos e taxas municipais (receitas tributárias), enquanto R$ 6,48 bilhões decorrem de repasses estaduais e federais (transferências correntes). O texto autoriza ainda a captação de R$ 810,05 milhões por meio de operações de crédito.
No tocante às despesas institucionais, o volume destinado a investimentos produtivos e obras está fixado em R$ 1,25 bilhão, além do aporte de R$ 480,88 milhões resguardado na Reserva de Contingência. Os gastos com folha de pagamento de pessoal do Poder Executivo estão projetados em R$ 3,73 bilhões, quantia que equivale a 35,56% da Receita Corrente Líquida ajustada do município.
COMPARATIVO ORÇAMENTÁRIO: LOA 2026 X LOA 2027
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│ Parâmetro Fiscais │ Exercício 2026 │ Proposta 2027 │
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│ Orçamento Total Fixado │ R$ 12,00 bilhões │ R$ 12,46 bilhões │
│ Investimentos em Obras e Ações │ R$ 1,33 bilhão │ R$ 1,25 bilhão │
│ Operações de Crédito Previstas │ R$ 649,19 milhões │ R$ 810,05 milhões │
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Evolução fiscal
O confrontamento dos números da peça orçamentária revela um crescimento nominal de cerca de 3,9% na estimativa da LOA 2027 em relação aos R$ 12,00 bilhões aprovados para a LOA 2026. A despeito do aumento global, a verba reservada para investimentos diretos apresentou retração, caindo de R$ 1,33 bilhão em 2026 para R$ 1,25 bilhão no projeto atual. Por outro lado, a previsão de ingressos via operações de crédito avançou de R$ 649,19 milhões para R$ 810,05 milhões.
Quanto às regras de execução orçamentária, a matéria concede autorização prévia ao Executivo para abrir créditos suplementares via anulação de dotações até o limite de 40% do orçamento total. Para assegurar a execução impositiva das emendas parlamentares individuais e de bancada, o projeto prevê a liberação de suplementações no patamar de até 2,2% da receita corrente líquida realizada no exercício de 2025.








