Investigação da PC-AM aponta que crime ocorreu após briga em bar e mandante pagou mil reais a motociclista na capital
A Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) apresentou, nesta segunda-feira (19), a captura de Jackson Silva dos Santos, de 26 anos, em cumprimento a mandado de prisão temporária. Ele é apontado como coautor na execução da mulher trans Paloma, de 28 anos, morta a tiros no dia 27 de setembro deste ano. A prisão ocorreu na última sexta-feira (16), no bairro Gilberto Mestrinho, zona Leste de Manaus.
De acordo com o titular da DEHS, delegado Ricardo Cunha, Jackson e um comparsa invadiram a residência da vítima, localizada no bairro Jorge Teixeira, também na zona Leste, e dispararam diversas vezes. Paloma morreu no local do crime antes de receber socorro médico.
As apurações policiais revelam que o estopim da ação criminosa foi uma discussão ocorrida em um bar entre a vítima e um adolescente.
“Ele relata na sua confissão que estava dentro de um banheiro, quando esbarrou nela. Na versão dele, ela estava em posse de material entorpecente, que havia caído no chão, molhado, e por essa razão ela desferiu dois tapas nele. Ele ficou revoltado com aquela situação, aguardou a vítima sair daquele bar e seguiu até a sua residência”, detalha o delegado Ricardo Cunha.
Conforme a polícia, o menor articulou a execução e recorreu a Jackson, que forneceu a arma de fogo e pilotou a motocicleta usada no deslocamento. Na abordagem que culminou na prisão, a equipe da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) apreendeu um revólver com o suspeito.
“É uma arma do mesmo calibre, que vai passar por perícia para confirmar isso aí. Mas ele mesmo confessa que essa arma foi utilizada no delito. O Jackson vai responder por homicídio e o adolescente vai ser encaminhado para a Delegacia Especializada em Apuração de Atos Infracionais (Deaai)”, acrescentou o delegado.
Em depoimento, Jackson alegou ter recebido a quantia de R$ 1 mil para prestar apoio ao ato violento. Ele foi autuado por homicídio qualificado e corrupção de menores, ficando custodiado à disposição da Justiça após audiência.








