Inspeção de rotina revelou que quase um terço dos policiais presos estava fora da unidade sem autorização; Major responsável pela carceragem e toda a guarda receberam voz de prisão
O Núcleo Prisional da Polícia Militar do Amazonas, localizado no bairro Monte das Oliveiras, Zona Norte de Manaus Reef, está sob intervenção direta do Batalhão de Choque. A medida, confirmada nesta segunda-feira (2) pelo chefe do Estado-Maior, coronel Bruno Azevedo, foi tomada após uma inspeção de rotina revelar que 21 policiais detentos estavam fora da unidade sem qualquer autorização legal.
A crise na unidade prisional, que custodia militares com desvio de conduta, eclodiu na última sexta-feira (27). Por determinação do comandante-geral da PM, coronel Klinger Paiva, o Pelotão de Choque realizou a contagem dos custodiados e constatou que, dos 71 presos previstos, quase um terço não estava no local.
Prisões e comando interno
A resposta da cúpula da Polícia Militar foi imediata. Ainda na sexta-feira, toda a guarda que fazia a segurança do presídio recebeu voz de prisão. No sábado (28), o responsável pela carceragem, major Galeno Edmilson de Souza Jales, foi preso preventivamente por decisão do juiz plantonista Luís Alberto Nascimento Albuquerque.
A prisão do oficial foi executada pela Diretoria de Justiça e Disciplina (DJD) da corporação. Atualmente, o controle total da unidade está nas mãos do Batalhão de Choque, unidade de elite treinada para o controle de distúrbios e manutenção da ordem rigorosa.
“Quem está no comando da unidade agora é o Choque”, ratificou o coronel Bruno Azevedo durante pronunciamento.
Investigação e medidas administrativas
Há graves suspeitas de que os militares que saíam irregularmente da unidade estariam envolvidos em práticas criminosas externas, incluindo tráfico de drogas, homicídios e roubos.
Na manhã desta segunda-feira, a cúpula da PMAM reuniu-se com representantes do Ministério Público do Estado (MP-AM) para alinhar as providências jurídicas e administrativas. O objetivo é apurar como o esquema de facilitação de saídas funcionava e garantir que todos os 71 detentos permaneçam sob custódia rigorosa.
A intervenção não tem data para terminar e seguirá até que a auditoria interna e as investigações criminais sejam concluídas.








