Com faturamento histórico de R$ 227 bilhões em 2025, ex-superintendente encerra gestão marcada por expansão; sucessor assume com o desafio de manter o ritmo de crescimento da ZFM
A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) vive, nesta semana, o fechamento de um capítulo de prosperidade e a abertura de uma nova jornada técnica. Conforme publicado no Diário Oficial da União desta quinta-feira (19), Bosco Saraiva deixou oficialmente o comando da autarquia, atendendo a um pedido próprio. O cargo agora é ocupado por Leopoldo Montenegro Júnior, um nome que emerge das engrenagens mais estratégicas do órgão para garantir a continuidade dos avanços econômicos do Amazonas.
A despedida de Saraiva teve o cenário que melhor define sua gestão: a Expopim 4.0, cercado por lideranças da indústria e representantes das três esferas de poder. Em um discurso de gratidão e serenidade, Bosco selou seu compromisso com o desenvolvimento regional.
“É minha última ação à frente da Suframa. Agradeço ao presidente Lula, que sempre honrou os seus compromissos, aos empresários e ao Governo do Estado do Amazonas”, declarou no Centro de Convenções Vasco Vasques, sob o eco de um legado que colocou a Zona Franca em patamares nunca antes vistos.
A Força dos Números: O Legado de 2025
Sob o comando de Bosco Saraiva, a matriz econômica do Amazonas não apenas sobreviveu aos desafios globais, mas floresceu. O ano de 2025 cravou o nome de Saraiva na história com um faturamento recorde de R$ 227,6 bilhões — um salto de 11% em relação ao período anterior.
Mais do que cifras, a gestão entregou dignidade:
- Empregos: Média mensal de 131.401 trabalhadores (alta de 5%).
- Exportações: Crescimento de 7%, fortalecendo a balança comercial.
- Futuro: Aprovação de 170 novos projetos industriais, somando-se às 553 empresas já em operação.
O Perfil do Novo Comandante
A escolha de Leopoldo Montenegro Júnior sinaliza uma transição técnica e segura. Egresso da Superintendência Adjunta de Projetos (SAP), Montenegro é profundo conhecedor da logística e do Processo Produtivo Básico (PPB). Sua experiência em análise técnica e econômica de projetos agropecuários e industriais o credencia para manter a autarquia no ritmo que se tornou o mantra de seu antecessor: “pra frente e pra cima, o tempo inteiro”.

Com a mudança, o Polo Industrial de Manaus (PIM) espera não apenas a manutenção dos índices, mas a aceleração da inovação tecnológica que a gestão Saraiva semeou nos últimos anos.








