Ação no bairro Parque das Nações desarticulou depósito de drogas avaliado em R$ 6 milhões; entorpecente seria distribuído a mando de conselheiro da facção no Rio
Uma investigação minuciosa de 30 dias culminou na retirada de circulação de uma das maiores cargas de entorpecentes em área urbana de Manaus nas últimas semanas. Na manhã desta segunda-feira (6), agentes do Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc) apreenderam aproximadamente 300 quilos de maconha tipo skunk, carga avaliada em R$ 6 milhões. A operação resultou na prisão em flagrante de Carlos Murilo da Silva Osiel, de 23 anos, o “CR7”, e sua companheira, Geovana Joelma, de 22 anos.
O ‘quarto do crime‘
A incursão policial ocorreu por volta das 10h, em uma residência localizada na rua Dr. Arnoldo Carpinteiro Peres, no bairro Parque das Nações, zona Centro-Sul. Segundo o delegado Rodrigo Torres, titular do Denarc, a droga não estava em fundos falsos complexos, mas sim empilhada dentro do próprio quarto do casal.


As investigações apontam que a dupla integra a facção criminosa Comando Vermelho (CV). O papel de Carlos e Geovana era estratégico: servir como “fiéis” da organização, guardando e distribuindo o material ilícito para um dos conselheiros da facção que, segundo a polícia, está refugiado no Rio de Janeiro.
Confissão e logística
Ao ser interrogado, Carlos Murilo, que trabalhava formalmente como mototaxista, admitiu que utilizava o próprio imóvel para o armazenamento há pelo menos um mês. Ele alegou que a droga pertencia a um homem conhecido apenas como “Pezinho” e que recebia uma quantia de R$ 2.000 pelo serviço de guarda e logística.
Este é o segundo golpe expressivo aplicado pelo Denarc contra o narcotráfico em Manaus em um curto intervalo de tempo. O casal foi autuado pelo crime de tráfico de drogas e segue à disposição da Justiça. A polícia agora trabalha para identificar o paradeiro de “Pezinho” e desvendar a rota utilizada para trazer tamanha quantidade de skunk até o coração da capital amazonense.








