Líder do bando recebe pena de 15 anos de prisão; grupo que assaltou joalheria em 2024 teve direito de recorrer em liberdade negado pela 5ª Vara Criminal
A 5ª Vara Criminal da Comarca de Manaus selou o destino dos quatro homens responsáveis por um dos assaltos mais violentos registrados no comércio da capital no último ano. A decisão, proferida nesta semana, condena o grupo pelo ataque a uma joalheria em um shopping da zona centro-sul, ocorrido em dezembro de 2024. Além das penas severas, a Justiça negou aos réus o direito de recorrer em liberdade, garantindo a manutenção da prisão preventiva.
O peso da lei: penas e crimes
O magistrado aplicou o maior rigor a Clenilton Pereira de Lima, apontado como peça-chave da ação. Clenilton foi sentenciado a 15 anos, quatro meses e dez dias de prisão. Sua condenação engloba um extenso rol de delitos: roubo majorado, concurso de pessoas, restrição de liberdade das vítimas, uso de arma de fogo e falsidade ideológica.

Os demais comparsas também receberam sentenças de reclusão:
- Antônio Carlos Rodrigues do Nascimento: 8 anos, 8 meses e 5 dias.
- Leonardo Pereira de Jesus: 8 anos, 8 meses e 5 dias.
- Menison Pereira Gomes: 7 anos, 2 meses e 24 dias.
Apesar das condenações por roubo e violência, os réus foram absolvidos da acusação de organização criminosa na mesma sentença.
Relembre o caso: pânico e covardia
O crime, ocorrido na manhã de 14 de dezembro de 2024, transformou o centro de compras em um cenário de guerra. Com uma estratégia calculada, um dos criminosos infiltrou-se na loja fingindo ser cliente antes de anunciar o assalto e render funcionários sob a mira de armas. Durante a ação, disparos foram efetuados para forçar a abertura do cofre.
O momento de maior crueldade aconteceu na fuga. Para garantir a saída do local, o grupo fez uma funcionária refém, arrastando-a pelos cabelos diante de testemunhas aterrorizadas. A vítima foi posteriormente abandonada em uma área de mata nas proximidades do shopping.
A logística do bando incluía batedores em motocicletas e um levantamento prévio da rota de fuga. Na ocasião, um dos líderes foi capturado em um esconderijo subterrâneo, enquanto parte do grupo roubou um veículo no estacionamento para escapar do cerco policial inicial.








