Decisão anula liberdade provisória concedida sob fiança; Juíza entende que gravidade do naufrágio exige prisão preventiva para garantir a ordem pública e a aplicação da lei
O caso do trágico naufrágio na região do Encontro das Águas ganhou um novo e dramático capítulo. O comandante da lancha Ajato Lima de Abreu, Pedro José da Silva Gama, de 43 anos, é agora oficialmente considerado foragido da Justiça.
A decisão ocorre após a juíza Eliane Gurgel do Amaral Pinto decretar sua prisão preventiva no último sábado (14/02), anulando a liberdade provisória obtida pelo acusado apenas um dia antes.
Pedro Gama havia sido preso inicialmente na sexta-feira (13/02), logo após uma coletiva de imprensa das forças de segurança do Estado. No entanto, ele foi posto em liberdade poucas horas depois mediante o pagamento de fiança.
A nova decisão judicial, contudo, entende que a manutenção da liberdade do comandante coloca em risco a ordem pública e a aplicação da lei penal, dada a gravidade do acidente que deixou mortos e desaparecidos no Rio Negro.
Medidas judiciais
No despacho, a magistrada determina que, assim que capturado, o comandante seja imediatamente recolhido a qualquer unidade prisional da capital. A Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), que conduz as investigações sobre as responsabilidades criminais do naufrágio, confirmou em nota oficial que já está mobilizada para dar cumprimento ao mandado de prisão.
O naufrágio
O acidente com a lancha Ajato Lima de Abreu ocorreu em uma das áreas mais icônicas e navegadas de Manaus, o Encontro das Águas. O naufrágio mobilizou equipes de mergulhadores e do Corpo de Bombeiros em buscas exaustivas. O comportamento do comandante e as condições da embarcação no momento do sinistro são os principais alvos da investigação da PC-AM e da Capitania dos Portos.








