Ré na Operação Mandrágora, Cleusimar Cardoso cumprirá recolhimento domiciliar noturno e usará monitoramento eletrônico
A 1ª Vara de Execução Penal de Manaus determinou a soltura de Cleusimar de Jesus Cardoso, mãe da ex-sinhazinha do Boi Garantido Djidja Cardoso, nesta segunda-feira (28/09), após corrigir um erro material registrado na decisão que havia concedido a progressão da pena do regime fechado para o semiaberto.
Na decisão original, emitida em 26 de setembro, o marco temporal para a concessão do benefício e a expedição do alvará de soltura havia sido lançado equivocadamente para o ano de 2029.
A retificação foi proferida com urgência pela juíza de direito Sabrina Cumba Ferreira. A magistrada explicou que, após a atualização dos cálculos da liquidação de pena e a contagem dos dias remidos por trabalho, leitura de obras literárias e participação no projeto Remicine dentro do presídio — que abateram 12 dias de condenação —, o requisito objetivo prevendo a progressão do regime prisional foi alcançado oficialmente neste 28 de setembro de 2026.
A decisão considerou atendido também o requisito subjetivo do bom comportamento carcerário demonstrado pela apenada na unidade prisional da capital.
Apesar de deixar a prisão, Cleusimar Cardoso não terá liberdade irrestrita e ficará submetida ao monitoramento eletrônico do sistema Chronos. As regras impostas pela Justiça do Amazonas exigem o recolhimento domiciliar obrigatório entre 22h e 6h, de segunda a sexta-feira, além do recolhimento integral nos fins de semana e feriados.
Ela poderá circular pelo perímetro urbano no período diurno exclusivamente para atividades de trabalho, estudo ou consultas médicas, devendo manter seus endereços atualizados perante a Central de Monitoramento da Seap-AM.
A decisão proíbe expressamente que a ré mude de residência sem prévia autorização judicial, ausente-se da comarca de Manaus, porte armas, frequente locais de prostituição ou consuma bebidas alcoólicas e substâncias entorpecentes. O descumprimento de qualquer uma das condições resultará na revogação imediata da progressão e na regressão para o regime fechado.
Cleusimar Cardoso estava presa desde maio de 2024, quando foi detida no âmbito da Operação Mandrágora, instaurada para apurar a morte de Djidja Cardoso e o fornecimento de cetamina por integrantes da seita “Pai, Mãe, Vida”.








