Homem é investigado suspeito de cometer abuso sexual contra os próprios filhos, além de ter estuprado a filha de uma ex-funcionária
A prisão preventiva de um advogado de 43 anos mobilizou as autoridades policiais e resultou no imediato desligamento do profissional de suas funções administrativas na noite desta quinta-feira (09/07), em Manaus. O homem é investigado sob a acusação de cometer abuso sexual contra os próprios filhos, além de ter estuprado a filha de uma ex-funcionária que prestava serviços domésticos no apartamento da família.
A ação policial foi deflagrada após a mãe de duas das vítimas procurar a Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), localizada no conjunto Morada do Sol, zona Centro Sul,na tarde de quinta-feira. Em depoimento contundente às autoridades, a mulher relatou o desespero ao ouvir os relatos dos menores, detalhando que as crianças sofriam as violências após serem dopadas pelo investigado. A denúncia também aponta que a filha de uma ex-babá acabou abusada no mesmo endereço. A mãe expressou o pânico que sentia em razão do histórico do suspeito na capital amazonense, mas ressaltou a necessidade de romper o silêncio para proteger as vítimas.
A incursão policial resultou no cumprimento de ordens judiciais de prisão e de busca e apreensão, culminando no recolhimento de materiais e mídias eletrônicas no imóvel do investigado. O profissional passou a responder formalmente pelos crimes de estupro de vulnerável, ameaça, constrangimento ilegal e denunciação caluniosa. Ao ingressar na unidade policial sob custódia dos agentes, o homem rechaçou os fatos e negou categoricamente todas as acusações lavradas nos autos do inquérito.
Diante da repercussão e da gravidade das condutas descritas pela Polícia Civil, a seccional da Ordem dos Advogados do Brasil no Amazonas (OAB-AM) determinou a imediata exoneração do suspeito do cargo que ele exercia na estrutura interna da entidade. O presidente da Comissão de Prerrogativas da instituição, Alan Johnny, confirmou o afastamento absoluto do profissional, reiterando que o Código de Ética e Disciplina da classe exige conduta estritamente ilibada tanto no exercício do múnus público quanto na esfera da vida pessoal, tornando a permanência do investigado incompatível com os valores morais exigidos pela advocacia. O homem permanece isolado na carceragem à disposição do Poder Judiciário.








