Senador soma 41,9% contra 41,3% do governador em eventual segundo turno, dentro da margem de erro de 1,79%
A disputa pelo Governo do Amazonas entra em uma fase de afunilamento e forte equilíbrio estratégico. Dados da nova pesquisa do Instituto Pontual divulgados nesta segunda-feira (14) indicam um cenário de empate técnico absoluto entre o senador Omar Aziz (PSD) e o governador Roberto Cidade (União Brasil) em uma eventual simulação de segundo turno.
No embate direto entre os dois nomes, a fotografia do momento traz Omar Aziz com 41,9% das intenções de voto e Roberto Cidade com 41,3%. A diferença de apenas 0,6 ponto percentual entre os pré-candidatos situa o confronto bem abaixo da margem de erro do levantamento, que é de 1,79 ponto percentual. No mesmo cenário, eleitores que declararam voto em branco ou nulo somam 15%, enquanto 1,8% se declaram indecisos.
A virada territorial e a força do interior
O fator decisivo para a consolidação desse equilíbrio reside no movimento de expansão de Roberto Cidade para fora da capital. Historicamente considerado um reduto eleitoral de sólida sustentação para Omar Aziz, o interior amazonense passa por uma reconfiguração nas intenções de voto.
Ao cruzar os dados com pesquisas anteriores de outras sondagens — como o levantamento DMP de agosto, onde a diferença entre Omar e Cidade no interior no primeiro turno ultrapassava os 24 pontos percentuais —, a amostragem atual da Pontual reflete uma alteração relevante no comportamento do eleitorado fora da capital:
- No Primeiro Turno (Interior): Omar registra 31,3% contra 27,3% de Cidade, reduzindo a vantagem do senador na região para 4 pontos.
- No Segundo Turno (Recorte Regional):
- Manaus: Cidade lidera com 40,3% das intenções de voto, enquanto Omar soma 37,6% (diferença de 2,7 pontos a favor do governador).
- Interior: Omar preserva a liderança com 46,7%, mas Cidade encosta ao atingir 42,3% (vantagem de 4,4 pontos para o senador).
A combinação dessa dianteira de Cidade na capital com o encurtamento da distância no interior é a equação exata que gera o empate estatístico no plano estadual.
Equilíbrio se repete no primeiro turno
A paridade de forças entre os dois líderes também se reflete no cenário estimulado de primeiro turno. Omar Aziz aparece na liderança numérica com 26,6%, seguido de perto por Roberto Cidade, que contabiliza 25,3% — uma distância de 1,3 ponto que ratifica o empate técnico dentro da margem de erro.
O quadro geral do primeiro turno apresenta a seguinte configuração:
- Omar Aziz (PSD): 26,6%
- Roberto Cidade (União Brasil): 25,3%
- Maria do Carmo (PL): 18,4%
- David Almeida (Avante): 14,9%
- Cabo Daciolo (Mobiliza): 2,3%
- Gilberto Vasconcelos (PSTU): 0,5%
- Isael Munduruku (Rede): 0,4%
- Brancos e Nulos: 7,7%
- Indecisos: 3,9%
Na divisão geográfica do primeiro turno, Cidade assegura 23,4% em Manaus contra 22,4% de Omar. Já nos municípios do interior, a pontuação é de 31,3% para Omar e 27,3% para Cidade.
Simulações de 2º turno contra Maria do Carmo e David Almeida
Se o confronto entre Aziz e Cidade é marcado pelo acirramento, as demais simulações de segundo turno testadas pelo Instituto Pontual mostram que ambos mantêm folgada vantagem competitiva sobre os demais postulantes.
Roberto Cidade nos confrontos diretos:
- Contra Maria do Carmo (PL): Cidade vence por 48,4% a 32% (uma diferença de 16,4 pontos). O governador lidera em Manaus (41,8% a 35%) e amplia a vantagem no interior (55,6% a 28,8%).
- Contra David Almeida (Avante): Cidade atinge 49,2% contra 26,7% de Almeida (margem de 22,5 pontos). Na capital, o placar é de 44,3% a 25,8%; no interior, chega a 54,6% a 27,8%.
Omar Aziz nos confrontos diretos:
- Contra Maria do Carmo (PL): Omar obtém 47,6% frente a 36,6% da candidata liberal, abrindo 11 pontos de vantagem.
- Contra David Almeida (Avante): O senador alcança 49,4% contra 24,9% do representante do Avante, estabelecendo uma frente de 24,5 pontos percentuais.
Os dados expõem um quadro eleitoral polarizado no topo: enquanto Omar e Cidade demonstram capacidade de vitória sobre os demais concorrentes no segundo turno, o embate direto entre os dois polariza o eleitorado amazonense e desenha uma das disputas mais acirradas dos últimos anos no Estado.








