Segunda fase da Operação Gatekeeper cumpre mandados de prisão no Amazonas e bloqueia bens de 15 investigados pela Justiça
A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (29/10), a segunda etapa da Operação Gatekeeper, ofensiva voltada a desarticular uma rede criminosa especializada no envio de drogas por rotas aéreas a partir do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, em Manaus. A ação cumpriu mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão na capital e no município de Coari, no interior do estado.
Por determinação da Justiça Federal, foram bloqueados R$ 31 milhões em ativos financeiros ligados aos investigados, além do sequestro de oito veículos e da quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de 15 pessoas físicas e jurídicas.
O esquema começou a ser desvendado em dezembro de 2024, após a prisão de um passageiro flagrado com 18 kg de maconha. Em desdobramentos anteriores, ocorridos em março de 2025, a PF responsabilizou o grupo pelo despacho de 150 kg da substância em 13 voos comerciais — ocasião em que quatro suspeitos foram presos, incluindo um servidor da própria corporação, posteriormente condenado.
Nesta nova fase, os investigadores identificaram os operadores encarregados da compra de passagens e mapearam o núcleo de lavagem de capitais. O grupo utilizava empresas de fachada, contas de terceiros e carteiras digitais para dissimular os lucros do crime, mantendo o transporte de entorpecentes mesmo após as primeiras prisões.
Os alvos responderão por tráfico interestadual, associação para o tráfico (com agravante pelo envolvimento de agente público), organização criminosa e lavagem de dinheiro.








