Ação de fiscalização de rotina resultou na prisão de um passageiro em flagrante; o entorpecente tinha como destino o Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo
A Polícia Federal (PF) efetuou a apreensão de aproximadamente 37 quilos de maconha do tipo skunk — uma variante de alto teor alucinógeno — no Aeroporto Internacional de Manaus – Eduardo Gomes, durante a noite deste domingo (5/4). A droga foi localizada oculta em bagagens despachadas que seguiriam em um voo comercial com destino a Guarulhos (SP). Um homem foi preso em flagrante no momento do embarque.
A detecção do material ilícito ocorreu durante os procedimentos de rotina da fiscalização aeroportuária. Ao submeterem as malas ao sistema de inspeção por raio-X, os agentes federais identificaram imagens densas e incompatíveis com itens de uso pessoal em três malas específicas. Após a abertura e conferência detalhada, foram contabilizados 34 tabletes da substância, embalados de forma a tentar burlar a vigilância.
O passageiro vinculado a uma das bagagens foi detido imediatamente e conduzido para os procedimentos de polícia judiciária. Segundo a Superintendência Regional da Polícia Federal no Amazonas, o suspeito foi autuado pelo crime de tráfico interestadual de drogas. As investigações agora buscam identificar a rede de fornecimento e os possíveis receptadores do entorpecente no Sudeste do país.
Fuga de envolvido e monitoramento
Durante a ação, um segundo indivíduo, apontado como responsável por duas das três malas apreendidas, conseguiu evadir-se da área de embarque antes de ser abordado pelas equipes policiais. A PF já trabalha com as imagens do circuito interno de segurança do aeroporto para identificar o suspeito e realizar o rastreamento de seu paradeiro.
O volume de entorpecentes apreendido reforça o papel estratégico de Manaus como rota de escoamento para o narcotráfico, utilizando o modal aéreo para conectar a produção amazônica aos grandes centros consumidores. A fiscalização em voos domésticos tem sido intensificada, com o apoio de tecnologias de escaneamento e, em certas ocasiões, cães farejadores, visando asfixiar a logística das organizações criminosas.
O material apreendido foi encaminhado para perícia técnica e, posteriormente, deverá ser incinerado mediante autorização judicial. O homem preso permanece à disposição da Justiça Federal e poderá responder a uma pena que varia de 5 a 15 anos de reclusão, além de multa, conforme previsto na Lei de Drogas.








