Arilson Silva de Lima e Rodrigo Mendonça Macedo foram presos pela DEHS nesta quinta-feira (07/05) por envolvimento no duplo homicídio ocorrido em fevereiro
A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) deu um passo decisivo na elucidação de um crime bárbaro que chocou a zona oeste de Manaus. Através da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), foram cumpridos os mandados de prisão preventiva contra Arilson Silva de Lima, 30, e Rodrigo Mendonça Macedo, 24, executores do ex-policial militar Francisco Marques dos Reis, o “Max”, e de seu amigo Paulo César Lima de Sena.
O duplo homicídio aconteceu no dia 27 de fevereiro, em um sítio no bairro Tarumã. Segundo a delegada Marília Campello, o crime foi marcado por extrema crueldade:
- Invasão: Homens encapuzados e fortemente armados invadiram a propriedade.
- Modus Operandi: Antes de serem executados a tiros, as vítimas foram rendidas e submetidas a sessões de tortura.
- Testemunhas: Paulo César foi morto apenas por estar no local; o grupo agiu para não deixar sobreviventes.
- Desaparecimento: Uma terceira pessoa que estava no sítio continua desaparecida, e a polícia investiga se ela conseguiu fugir ou se foi morta e teve o corpo ocultado.
Perfil dos Criminosos
Os presos possuem um extenso histórico criminal, incluindo passagens por tráfico de drogas e roubo. Rodrigo Mendonça Macedo, inclusive, já estava detido desde abril pelo latrocínio de um idoso na zona leste. Ambos integram uma facção criminosa que forneceu o armamento para o ataque ao ex-PM.
Foragidos
A polícia agora concentra esforços para localizar Riquelme Ramos Matias e Vinícius Rosas Torres Neto, que participaram da ação e seguem foragidos.

Criminalidade
Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) e o mapeamento da DEHS, áreas de sítios e chácaras nos bairros Tarumã e Puraquequara têm sido alvos frequentes de organizações criminosas. O isolamento geográfico dessas propriedades facilita a atuação de grupos que as utilizam como “tribunais do crime” ou bases temporárias para o tráfico.
Em Manaus, o índice de homicídios com características de execução (vítimas amarradas ou com sinais de tortura) representa cerca de 65% das mortes violentas ligadas ao crime organizado. No âmbito nacional, o Anuário Brasileiro de Segurança Pública aponta que a letalidade contra ex-agentes de segurança é um fenômeno monitorado com rigor, pois muitas vezes envolve vingança de facções ou queima de arquivo.
A PC-AM reforça que o uso do Disque 181 é essencial para monitorar essas zonas rurais, onde a densidade populacional é baixa e o policiamento ostensivo enfrenta maiores desafios logísticos.








