Ministro Sebastião Reis Júnior rejeitou o pedido de soltura do irmão da ex-sinhazinha do Boi Garantido, afirmando que não há requisitos para a liberdade provisória
O desdobramento jurídico do “Caso Djidja” ganhou um novo capítulo nessa quinta-feira (07/05). O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou o pedido de soltura de Ademar Farias Cardoso Neto, irmão da ex-sinhazinha do Boi Garantido, Djidja Cardoso. A decisão, proferida pelo ministro Sebastião Reis Júnior, mantém a prisão preventiva que já dura quase dois anos.
Os advogados de Ademar alegam que o réu sofre “constrangimento ilegal” devido à demora na tramitação do processo. Segundo a defesa, a ação estaria paralisada após as reviravoltas judiciais de 2025. Entretanto, o ministro do STJ não identificou fundamentos jurídicos para conceder a liberdade neste momento. Um pedido semelhante em favor de Cleusimar Cardoso, mãe de Ademar, ainda aguarda análise.
Imbróglio das sentenças anuladas
Em 2024, Ademar e Cleusimar chegaram a ser condenados a mais de 10 anos de prisão por tráfico de drogas e associação para o tráfico. Contudo, em 2025, o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) anulou as condenações.
- Motivo da nulidade: A desembargadora Luiza Marques reconheceu que laudos das substâncias (cetamina) foram anexados ao processo tardiamente, ferindo o direito de defesa.
- Consequência: O processo retornou às fases iniciais de instrução, mas as prisões preventivas foram mantidas pela gravidade dos fatos.
Relembre o caso
Djidja Cardoso faleceu em 28 de maio de 2024, vítima de uma overdose de cetamina, um anestésico de uso veterinário. A investigação, batizada de Operação Mandrágora, revelou um esquema familiar de uso abusivo e tráfico da substância em Manaus.
| Personagem | Situação Atual |
| Ademar e Cleusimar Cardoso | Presos preventivamente em Manaus. |
| Bruno Roberto (Ex-namorado) | Responde ao processo (anteriormente autorizado a recorrer em liberdade). |
| Hatus Silveira (Personal) | Envolvido nas investigações de fornecimento e uso. |
| José Máximo (Dono de clínica) | Investigado pelo fornecimento da substância veterinária. |
A morte da ex-sinhazinha trouxe à tona discussões sobre o controle de medicamentos veterinários e a vulnerabilidade social e psicológica de famílias envolvidas em dependência química severa. O caso segue sob acompanhamento do Ministério Público do Amazonas (MPAM).








