Tremores de magnitudes 7,2 e 7,5 destruíram prédios na costa norte do país; reflexos causaram evacuação de edifícios em Manaus
Uma sequência catastrófica de tremores de terra colocou as forças de segurança de toda a América do Sul em estado de alerta máximo. Na noite desta quarta-feira (24/06), a Venezuela foi severamente atingida pelo terremoto mais potente registrado em seu território desde o ano de 1900. O desastre natural de dimensões históricas abriu uma crise humanitária imediata na faixa norte do país vizinho e gerou reflexos diretos em estados da Amazônia Legal brasileira, onde estruturas e edifícios comerciais precisaram ser desocupados às pressas.
De acordo com relatórios consolidados pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), a atividade sísmica foi dividida em duas grandes explosões tectônicas consecutivas em um intervalo de apenas sessenta segundos. O primeiro sismo registrou magnitude 7,2 na escala Richter às 19h04 (no horário de Brasília), fixando seu epicentro a 21 quilômetros ao oeste da cidade costeira de Morón. Quase um minuto depois, uma segunda réplica ainda mais destrutiva, de magnitude 7,5, sacudiu o solo a poucos quilômetros de distância, desencadeando ao menos 20 tremores secundários ao longo da madrugada.
A faixa geográfica mais castigada pela força dos desabamentos concentra-se no estado de La Guaira, localizado a cerca de 40 minutos da capital, Caracas. Na manhã desta quinta-feira (25/06), a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, atualizou o balanço oficial de vítimas para 164 mortos e 971 feridos, alertando que os números permanecem em contagem progressiva à medida que as frentes de salvamento avançam. Dezenas de edifícios residenciais colapsaram por completo, e o aeroporto internacional do país foi fechado por tempo indeterminado em decorrência de fraturas estruturais graves nas pistas e terminais.

Para conter o risco de explosões em massa e incêndios urbanos, o comando de crise ordenou o desligamento preventivo de todas as redes de abastecimento de gás encanado e fornecimento de energia elétrica nas zonas afetadas. Mais de 500 equipes de emergência trabalham de forma ininterrupta contra o relógio para escavar os escombros em busca de sobreviventes. O governo decretou estado de emergência nacional, suspendendo por tempo indeterminado as aulas de todas as redes de ensino e a prestação de serviços públicos não essenciais para centralizar os recursos logísticos nos perímetros soterrados, embora o alerta de tsunami já tenha sido descartado pelas autoridades marítimas.
Os reflexos da onda de choque romperam as fronteiras internacionais e foram sentidos com nitidez em solo brasileiro, com relatos de tremores de terra em Roraima, Amapá, Pará e no Amazonas. Em Manaus, a sensação de balanço nas estruturas verticais gerou cenas de pânico e provocou a evacuação imediata de condomínios e prédios de escritórios em diferentes zonas da capital amazonense, mas o Corpo de Bombeiros não registrou feridos ou danos materiais severos nas fundações locais.
Em posicionamento oficial nas redes sociais, o Palácio do Planalto confirmou que o Ministério das Relações Exteriores, por intermédio da Embaixada do Brasil em Caracas, acompanha a evolução dos resgates e colocou o aparato técnico nacional à disposição para o envio de missões de assistência e ajuda humanitária. Até o presente momento, o Itamaraty assegura que não há notificações de cidadãos brasileiros feridos ou desabrigados na região do desastre.








