Clemilson dos Santos matou uma mulher por engano em julho de 2017
Na noite dessa quarta-feira (9), o Ministério Público do Amazonas (MPAM) obteve a condenação de Clemilson dos Santos Farias, conhecido como “Tio Patinhas”, a 36 anos, seis meses e sete dias de reclusão, pelo homicídio de uma mulher, por engano, em julho de 2017. De acordo com investigação da Polícia Civil, o alvo real seria a irmã da vítima.
Durante o julgamento, o MP esteve representado pelos promotores de Justiça Leonardo Tupinambá e Marcelo Bitarães.
A decisão, com base em denúncia do MP, considerou a prática dos crimes de homicídio qualificado por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima — a mulher foi alvejada com três tiros, em frente à casa de sua mãe. Na sentença, assinada pelo juiz Diego Daniel dal Bosco, da 1ª Vara do Tribunal do Júri, é determinada a execução provisória da pena em regime fechado, negando ao réu o direito de recorrer em liberdade.
Mardson de Oliveira Serrão, Rodrigo Pereira da Silva e Alessandro Campos da Costa que também foram denunciados na mesma Ação Penal, mas morreram no decorrer da instrução do processos, razão pela qual os três tiveram extintas as punibilidades.
Plenário
Pela manhã foram ouvidas três testemunhas apontadas pelo Ministério Público do Estado do Amazonas, todos investigadores da Polícia Civil. Houve um intervalo e os trabalhos foram retomados por volta das 14h, para dar início ao interrogatório do réu. Em seguida, o Ministério Público e Defesa terão 90 minutos, cada, um para expor suas teses. Em caso de réplica e tréplica, cada parte terá mais uma hora para debater. A previsão é que a sentença saia na noite desta quarta-feira.
Denúncia
De acordo com a denúncia do Ministério Público, no dia 8 de julho de 2017, por volta de 21h45, na rua Herculano de Souza, conjunto Amazonino Mendes, bairro Novo Aleixo, em Manaus, Clemilson dos Santos Farias, Alexsandro Campos da Costa, Mardson de Oliveira Serrão e Rodrigo Pereira da Silva teriam matado Adriana Monteiro da Cruz, com disparos de arma de fogo.
O Ministério Público afirma que Mardson de Oliveira Serrão e Rodrigo Pereira da Silva foram os executores do crime de homicídio contra Adriana, sob mando de Clemilson dos Santos Farias e Alexsandro Campos da Costa, com erro sobre a pessoa, pois o alvo almejado seria a irmã de Adriana.








