Ministro Mauro Campbell Marques confirma investigação rigorosa sobre pagamentos indevidos a magistrados e determina devolução imediata de valores aos cofres públicos
A transparência e o rigor administrativo parecem ser as novas palavras de ordem no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Em uma declaração contundente, o corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques, confirmou que o órgão está atuando de forma incisiva para investigar o que classificou como “situações escandalosas” envolvendo pagamentos no Poder Judiciário brasileiro.
A manifestação ocorre em um momento de forte pressão pública por maior fiscalização nos tribunais estaduais. Mais do que apenas investigar, Campbell revelou que já expediu determinações para a devolução imediata de montantes recebidos indevidamente por magistrados. A medida sinaliza uma política de “tolerância zero” contra desvios orçamentários e privilégios que afrontam o erário.
Democracia e Liberdade de Imprensa
Um dos pontos altos da fala do ministro foi a defesa intransigente da liberdade de expressão. Mesmo ciente de que a exposição de tais escândalos gera um desgaste na imagem do Judiciário, Campbell rechaçou qualquer tentativa de silenciar os veículos de comunicação.
“Não irei cometer o desatino de censurar a imprensa”, declarou o corregedor. Para ele, o papel do jornalismo é fundamental no escrutínio público e a resposta institucional aos erros da Justiça deve ser a correção administrativa e ética, e nunca o cerceamento da informação.
Correção de rumos
A postura do ministro reforça o compromisso do CNJ em sanear as contas dos tribunais e garantir que a magistratura atue dentro dos limites legais e morais. Ao garantir que o trabalho jornalístico continuará livre, o corregedor reafirma que a democracia se fortalece com a luz sobre os fatos, por mais desconfortáveis que eles possam ser para as instituições








