Em nota oficial, pasta afirma que declarações de conselheiro são “desconectadas da realidade” e destaca que todas as contas desde 2019 receberam aval da Corte de Contas
A Secretaria de Estado de Educação e Desporto do Amazonas quebrou o silêncio e emitiu, nesta terça-feira (10/02), uma contundente nota de repúdio contra as declarações do conselheiro Ari Moutinho Júnior, do Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM). O órgão classificou como “genéricas e infundadas” as falas do conselheiro, que em plena sessão plenária afirmou que os últimos três titulares da pasta — Arlete Mendonça, Kuka Chaves e Luís Fabian Barbosa — deveriam estar presos.
No documento, a pasta de Educação rebateu a tese de má gestão e irregularidades, utilizando o próprio histórico do Tribunal de Contas como defesa. Segundo a secretaria, todas as prestações de contas da pasta desde 2019 foram rigorosamente apreciadas e aprovadas pelos conselheiros da Corte, restando pendente apenas o exercício de 2025. “A secretaria atua com transparência e responsabilidade na aplicação dos recursos públicos”, diz trecho da nota.
O estopim da crise
O embate, que expôs um racha profundo no TCE-AM, começou durante a discussão sobre o programa “TCE pela Educação”. Ari Moutinho Júnior reagiu de forma explosiva a uma fala do colega Luís Fabian Barbosa, que advertia municípios ausentes no lançamento da iniciativa.
Moutinho não apenas parabenizou os ausentes, como sugeriu a existência de uma “mão invisível” e “relações promíscuas com fornecedores” dentro da estrutura educacional do estado, pedindo a intervenção da Polícia Federal.
Enquanto Moutinho elevava o tom, desafiando Barbosa a quebrar seus sigilos fiscal e telefônico sob gritos de “canalha”, o ex-secretário e agora colega de tribunal manteve-se resiliente. Luís Fabian declarou que não se curvaria a “impropérios” e que o fórum para investigações sérias são as autoridades constituídas, e não o “palco de plateia” criado pela fala agressiva do opositor.








