Projeto levará o artesanato e a identidade cultural do “boi da estrela” para o Centro de Referência do Artesanato Brasileiro (CRAB), ampliando a visibilidade nacional da arte parintinense
O Boi Caprichoso recebeu, nesta quinta-feira (07/05), uma comitiva técnica do Sebrae Amazonas para consolidar uma parceria estratégica que promete levar a essência do Festival de Parintins para o sudeste do país. A visita institucional focou no intercâmbio entre a cultura tradicional e o mercado de economia criativa nacional.
O ponto central do encontro foi a organização de uma exposição exclusiva no Centro de Referência do Artesanato Brasileiro (CRAB), localizado no Rio de Janeiro. A iniciativa visa:
- Valorização do Artesão: Expor produtos e obras criadas pelos artistas que constroem o espetáculo na arena.
- Visibilidade Nacional: Posicionar a marca dos bois de Parintins como expoentes da cultura e do design amazônico.
- Pós-Festival: A exposição está sendo planejada para ocorrer após o festival de junho, servindo como uma vitrine permanente da arte local.
Imersão
A diretora técnica do Sebrae, Lamisse Said Cavalcanti, acompanhada de gestoras da instituição, conheceu os bastidores da Escola de Arte Irmão Miguel de Pascale e o Conselho de Arte. O grupo acompanhou o trabalho dos desenhistas e artesãos, entendendo a complexidade técnica por trás das alegorias e indumentárias.
“Viemos tratar sobre o nosso projeto Festival do Futuro, onde teremos um grande trabalho com os artesãos. Estamos saindo encantadas e felizes com a parceria”, afirmou Lamisse Said.
Para o presidente do Conselho de Arte, Ericky Nakanome, a parceria com o Sebrae é fundamental para que o Caprichoso, sob o tema “Canta Seu Chão”, possa ser compreendido não apenas como folclore, mas como uma potência econômica e artística para o mundo.
Impacto Econômico
Segundo dados da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (SEC-AM) e da Empresa Estadual de Turismo (Amazonastur), o Festival de Parintins movimenta anualmente cerca de R$ 150 milhões na economia local. O setor de economia criativa é o maior empregador da Ilha Tupinambarana durante o primeiro semestre, gerando mais de 5 mil empregos diretos e indiretos em áreas como costura, soldagem, escultura e pintura.
De acordo com o Sebrae Amazonas, a profissionalização desses artistas por meio de parcerias como a do CRAB é essencial, dado que o artesanato amazonense responde por uma fatia crescente das exportações culturais do estado. Em Manaus, feiras de economia criativa voltadas aos bois-bumbás têm registrado um aumento de 20% nas vendas de produtos licenciados em 2025/2026, consolidando a “Indústria do Boi” como um pilar de desenvolvimento sustentável para o interior do Amazonas.








