Treinador italiano comanda o Brasil no Mundial de 2026 e garante permanência para o próximo ciclo; convocação final é na segunda-feira
O “sim” definitivo veio antes da lista final. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou, nesta quinta-feira (14/05), a renovação do contrato do técnico Carlo Ancelotti até a Copa do Mundo de 2030. O anúncio antecipa a convocação oficial para o Mundial de 2026, marcada para a próxima segunda-feira (18/05), e sela um compromisso de longo prazo com o projeto do treinador italiano.
Ancelotti assumiu o Brasil em maio de 2025, em um dos momentos mais críticos da história das Eliminatórias, com o país sob risco real de ficar fora da Copa. Sob seu comando, a Seleção recuperou o protagonismo e garantiu a vaga com antecedência.
- Retrospecto: Em 10 jogos, foram 5 vitórias, 2 empates e 3 derrotas, com 18 gols marcados.
- Fala, Professor: “Há um ano entendi o que o futebol significa para este país. Queremos mais vitórias, mais tempo e mais trabalho”, comemorou Ancelotti.
Caminho rumo ao Hexa
O presidente da CBF, Samir Xaud, classificou o dia como histórico, destacando a modernização da estrutura competitiva. O foco total agora se volta para a estreia no Grupo C da Copa do Mundo de 2026:
- Brasil x Marrocos: 13 de junho
- Brasil x Haiti: 19 de junho
- Brasil x Escócia: 24 de junho
Com a renovação, Ancelotti terá tranquilidade para comandar a equipe na América do Norte e já iniciar o planejamento para o ciclo seguinte, visando o centenário das Copas em 2030.
‘Efeito Ancelotti’ e a era Samir Xaud
A renovação de Ancelotti até 2030 é o maior movimento político e técnico de Samir Xaud à frente da CBF. Em 2026, a Seleção Brasileira deixou de ser um “balcão de testes” para se tornar um time com DNA europeu na organização tática, mas preservando o talento individual. O contrato longo — algo raro para técnicos estrangeiros no Brasil — visa blindar o comando técnico de pressões imediatistas, focando na transição de gerações que deve ocorrer após o Mundial de 2026.
Segundo analistas esportivos, a “Ancelottização” da Amarelinha trouxe de volta o respeito dos adversários. O grupo da morte (com a ascendente seleção do Marrocos) será o primeiro grande teste de fogo desse novo contrato. A confiança da torcida, que atingiu níveis baixos em 2024, hoje está renovada: 78% dos brasileiros aprovam a permanência do italiano, segundo pesquisas recentes. O Brasil chega aos EUA, Canadá e México não apenas como candidato, mas como um projeto sólido de futebol.








